quarta-feira, 10 de março de 2010

Nossa Greve é Legal !!

O STF julgou que a greve no serviço público é legal (MI 712-PA), devendo ser exercida nos termos da Lei de Greve utilizada para os trabalhadores da iniciativa privada (Lei 7783/89),
com pequenas alterações.
Por força da decisão do STF, a APEOESP comunicou ao Governo do Estado formalmente sobre o início da greve, com 72 horas de antecedência; portanto, não há possibilidade legal de demissão de qualquer professor, pelo simples fato de ele ter aderido ao movimento grevista, inclusive o da
“Categoria O”. O servidor público, os professores inclusive, só pode ser demitido por excesso
de faltas se passar por processo administrativo que lhe garanta o direito à ampla defesa e ao contraditório. O ilícito administrativo do “abandono de cargo” só ocorre quando as faltas cometidas, além do limite legalmente permitido, ocorrerem quando não há justificativa para elas,
quando o servidor demonstra que faltou mesmo por desídia, por ausência de vontade de ir ao trabalho. Obviamente que esse não é o caso da greve, porque participar do movimento grevista é um exercício regular de direito.
As observações feitas valem também para os professores que estão no estágio probatório. Sobre esse assunto o STF já se manifestou e disse o seguinte quando do julgamento do Recurso Extraordinário 226.966-3 – Rio Grande do Sul, julgado em 11/11/ 2008, cujo relator foi o Ministro Menezes Direito, substituído pela Ministra Carmem Lúcia:

“1 - A simples circunstânciade o servidor público estar em
estágio probatório não é justificativapara demissão com fundamento
na sua participaçãoem movimento grevista por período
superior a trinta dias.
2 - A ausência de regulamentaçãodo direito de greve
não transforma os dias de paralisaçãoem faltas injustificadas.”

Estas orientações são válidas também para vice-diretores e professores coordenadores pedagógicos.

Portanto, se qualquer professor tiver problemas relacionados à sua adesão à greve deverá buscar o nosso jurídico, que está orientado a tomar as medidas necessárias para resguardar os direitos da categoria em participar da greve.
Fonte: Fax Urgente n° 27 09/03/2010 (APEOESP)

sexta-feira, 5 de março de 2010

Professores entram em greve em São Paulo na 2ª


Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Professores lutam por reajuste salarial e estruturação da carreira (Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem)
São Paulo - Cerca de 10 mil professores da rede pública de ensino de São Paulo decidiram em assembleia, nesta sexta-feira (5), entrar em greve por tempo indeterminado. Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3%, suspensão da avaliação de mérito e das provas dos ACTs, concurso público, carreira justa e uma política de educação para o estado.
De acordo com a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, a deflagração da greve foi inevitável diante das condições do ensino no estado. "Todo o estado está unido nesta decisão de greve. O descontentamento é geral diante da falta de uma política de educação que contemple salários dignos, uma carreira estruturada e condições de trabalho", disse.
Para a professora Geni Xavier, de Ribeirão Pires, a decisão pela greve reflete anos de insatisfações. "Os professores vêm acumulando problemas e sofrendo desrespeito há muitos anos", destaca. "A insatisfação não é só dos professores, pais e alunos também não aguentam mais", afirma.
Silvia Maria Ribeiro Moleiro, agente de organização escolar de Votuporanga, há 29 anos no ensino público, faz coro com a colega de Ribeirão Pires. "Meu salário-base é de R$ 665,00 e o vale-refeição é de R$ 4,00. Não sei o que ele [governador] quer, tratando educadores com desrespeito?", questiona.
Carmen Urquiza, docente de Marília, informou que já nesta sexta, 80% das escolas estavam paradas para uma passeata pela cidade. "Ninguém aguenta mais. É um ataque em cima do outro", lamenta. Em 24 anos de docência, ela pondera que "nunca foi tão ruim a situação da educação pública", principalmente depois da progressão automática dos alunos.
Abandono
Para Marcelo Pereira de Souza, professor de São Paulo, o objetivo do governo estadual é terceirizar ou privatizar a educação. "O governo não negocia, não quer vínculo com o professor. Quer terceirizar a educação", acredita. "Eles nos tratam como vagabundos. Só quem está na educação sabe o que acontece", lamenta.
Carlos Ramiro de Castro, vice-presidente da CUT-SP e diretor da Apeoesp, segue no mesmo sentido. "Há 16 anos o governo de São Paulo vem sucateando o serviço público para entregá-lo à gestão de Organizações Sociais e para a iniciativa privada, como fez com a saúde", analisa. "É uma política deliberada de abandono".
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Isaura Deolinda Camargo D´Antonio, diretora de escola de Votuporanga, chegou para a assembleia decidida a votar por greve. "Discutimos em nossa cidade e nosso voto é pela greve de professores e funcionários", cita. "Temos 2 mil alunos, faltam funcionários, as salas estão superlotadas, falta material didático, desmontaram a biblioteca, acabaram com a sala de informática", descreve.
"O pior é ouvir o governador dizer que está tudo ótimo. Essa história de dois professores de sala de aula, só existe em uma ou outra escola. Não é a realidade da rede", denuncia Isaura.
Alexandre Tardelli Genesi, de Sorocaba, se disse revoltado com a propaganda do governo estadual sobre as escolas públicas e pede que o governador visite as escolas. "Gostaria que ele visitasse a gente. Não mandasse um marqueteiro para compor uma farsa", condena.
Nova assembleia está marcada para o dia 12, no vão do Masp, na avenida Paulista, com concentração às 14 horas.
Veja todas as reivindicações dos professores:
reajuste imediato de 34,3%;
incorporação de todas as gratificações e extensão aos aposentados, sem parcelamento;
contra o provão dos ACTs;
contra a avaliação de mérito;
pela revogação das leis 1093, 1094, 1097;
por um plano de carreira justo;
concurso público de caráter classificatório.

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/professores-entram-em-greve-em-sao-paulo

terça-feira, 2 de março de 2010

GOVERNO AFRONTA CATEGORIA

Projeto de lei enviado à Alesp divide a incorporação da GAM em duas parcelas anuaisFique alerta, professor: o governo está pondo mais um bode na sala!
Na sexta-feira, 25, o governo enviou à Assembleia Legislativa (Alesp) projeto de lei propondo a incorporação da Gratificação por Atividade do Magistério (GAM) em duas parcelas: a primeira, com percentual de 10%, em março deste ano; e a segunda, com percentual de 5%, prevista para março de 2011. Em março de 2012 a GAM deixará de existir. A incorporação é extensiva aos aposentados.Esta proposta do governo constitui verdadeira afronta ao Magistério, tendo em vista que a própria Justiça já tem dado ganho de causa aos professores que ingressam com ação para a incorporação da GAM.
Por outro lado, o governo não abriu qualquer procedimento de negociação com a categoria em torno de nossas reivindicações salariais, profissionais e educacionais. Por isto, vamos à greve, pois não há outra forma de fazer com que este governo nos respeite.
Você se lembra, professor, que, em 2007, quando lutávamos por salários, o governo colocou na pauta da Alesp os ACTs; em 2008, novamente, colocou os ACTs; de novo, em 2009, pautou ACTs e promoção por mérito, sempre na Alesp. Agora, não tem mais o que inventar e parcelou a incorporação da GAM.
Mas, engana-se o governo se pensa que vamos tentar tirar este bode da sala. Queremos reajuste e vamos à luta pela recuperação do poder de compra de nossos salários.
No dia 5 de março, paralise sua escola e compareça às 15 horas na Praça da República. Vamos realizar uma grande assembleia e parar a educação no estado de São Paulo

segunda-feira, 1 de março de 2010

Alguns comentários sobre duvidas e provocações de alguns professores


Alguns apontamentos sobre "as APEOESPs".

Concordo com muitos professores quando afirmam que APEOESP (central cutista) é pelega e é incompetente, pois não tem participado da vida do professor (que está realmente na sala de aula) e não tem feito o combate aprofundado às políticas neoliberais dos governos (Serra/Lula). È só observar os discursos de nossa presidenta, a Srª Bebel , que vocifera contra as barbárie da política educacional de José Serra, mas ameniza as críticas aos desmandos de Lula.
È nossa obrigação destituir esses pelegos e construir um sindicato verdadeiro que luta pelo professor. Sindicato é o trabalhador organizado lutando contra uma força maior, o patrão (no nosso caso, o governo) se o trabalhador não participa da vida do sindicato efetivamente, os representantes se tornam descompromissados e insensíveis aos apelos da base.
Esse é o caldo para o peleguismo e para os “acordos” lesivos à categoria. È preciso a participação efetifa do professor para coibir e combater a existência dessa “facção cancerosa” que tem povoado o sindicalismo pelego.
Portanto, temos o dever de lutar por um sindicato representativo e combativo.

Ações do sindicato na ultima atribuição.

Categoria “F”:
Uma critica comum ao sindicato é sua preferência aos professores “F” (defesa) em detrimentos aos outros professores. È uma critica equivocada, pois não há acordos com o governo para supostamente “beneficiam” a categoria “F”.
Há sim uma legislação, Lei 1010 que substituiu a antiga lei 500, que estabelece diretrizes para a atribuição dos professores que estava na rede antes de Junho de 2007. A APEOESP somente foi acionada por filiados da categoria “F” para fazer o governo cumprir a lei que ele próprio criou que estava descumprindo.

Categoria “O”
Outra falsa acusação, que é a de que o sindicato está contra os estudantes, que estão iniciando sua prática em salas de aulas.
Nesse caso também há uma legislação que regula as atribuição de aulas (a LDB e a Resolução S.E. 98) ela assegura aos professores habilitados a escolha de aulas antes dos não-habilitados), a APEOESP também foi acionada por professores “L” e “F” que estava sendo prejudicados pelo descumprimento dessas legislações. Portanto esses professores estão tentando assegurar esse direito e não podem ser criminalizados, pois estão apenas tentando que as regras impostas pelo próprio governo seja garantida.

Nossa Luta: Foram mais de 25 atos alertando a categoria.
O próprio sindicato desacreditado, em seus mais de 25 atos alertava sobre a má intenção de José Serra. Uma grande parte dos professores pagou para ver, não participaram dos atos, e agora estão vendo as medidas deletéria do governo cortar nossa carne.
E os avisos continuam: O sindicato está alertando que os professores de categoria “O” não poderão pegar aula em 2011, pois há uma legislação do Serra que prevê 200 dias de “gelo” para esses professores. (entre fevereiro a agosto estarão desempregados), mesmo assim muitos professores não entenderam na armadilha que o governo armou,e vão pagar para ver.

Plano de (fim) de carreira
È o governo (Serra e Lula) que está acabando com a isonomia salarial da nossa categoria criando um plano de carreira baseado fundamentalmente no mérito. E o que mais lesivo, estabelece um teto (20% da categoria pode receber esse mérito, se não ficar doente, não abonar, não faltar....) e se sobrar dinheiro. Isso é um absurdo!
Esse plano de (fim) de carreira é inconstitucional, pois o princípio da isonomia salarial que está previsto no artigo 7º, V, XXX, XXXI, e XXXII, da Constituição Federal de 1988, não está sendo “rasgado” por Serra/Lula.
Além do que:
1.) 80% dos professores serão boicotados;
2.) Com a promoção por mérito o professor APROVADO teria reajuste a cada 4 anos;
3.) Mesmo aprovado, o professor deverá estar entre os 20% melhores classificados na prova para ter direito ao reajuste;
4.) Para atender os critérios, o professor deve permanecer por 3 anos na mesma unidade escolar e não faltar, neste caso, os professores ofas dificilmente atenderiam os critérios, uma vez que todo ano mudam de escola. Professores removidos e que utilizaram o artigo 22 também estariam de fora;
5.) Professores aposentados são desconsiderados;
6.) Professores em final de carreira pouco se beneficiariam da prova;
7.) Professores que nas futuras provas não cumprirem os critérios, não forem aprovados ou não estiverem entre os 20% melhores nunca terão aumento;

Portanto, não se trata de uma re-estruturação da carreira, mas uma desestruturação, um mecanismo para impedir uma política justa e homogênea, uma fundamentação para consolidar o permanente arrocho salarial que se abate há anos sobre a categoria, que acaba com a isonomia salarial, que inviabiliza a idéia de carreira e joga na lata do lixo todo o acúmulo e conhecimento construídos ao longo dos anos pelos profissionais que se dedicam à rede. Essa competição pode gerar outras distorções: os profissionais que conseguirem o prêmio passam automaticamente a reunir melhores condições para competir no próximo exame, pois com melhores salários podem se dedicar ainda mais em sua preparação, ao passo que aqueles que continuam com baixos salários sempre terão mais dificuldades, pois serão e são obrigados a manter jornadas de trabalho impróprias e estafantes. É um sistema injusto e excludente, com conseqüências gravíssimas a médio e longo prazo.
Mais um conjunto de leis que nós conquistamos sob “patadas de cavalo” na década de 80 está sendo rasgada.

Separar sindicato de governo.
Não foi o sindicato que separou os professores em letras (efetivos, f, l, o, v, s, i) foi o governo.
È o governo que não abre concurso público e está precarizando mais de 100.000 professores temporários.
È o governo que está tentando acabar com a falsa estabilidade dos “f” e transformar todos em “O”, ou seja, precarizar os não efetivos ao máximo.
È o governo que têm criado essa “guerra” entre as categorias.
Nesses casos nosso órgão representativo, acionado pelos professores filiados, só está se defendendo dos ataques do governo.
È aqui que reside o problema maior, só estamos na defesa, e não partimos para o ataque.
Nosso ataque deve ser por:

Concepção de escola: uma escola de tempo integral, a combinação entre o ensino propedêutico e o ensino prático. Que o princípio educativo seja o trabalho (principal relação entre a sociedade e a natureza). E que sua principal função seja a construção da consciência de classe, e sua conclusão mais importante seja a constatação dos interesses irreconciliáveis entre a classe dominante (burguesia) e a classe dominada (trabalhadores). Educar para a cidadania é um engodo, pois ela desde os tempos da antiguidade é um conceito excludente (na Grécia antiga- Atenas, o cidadão era apenas o homem grego: escravos, mulheres e estrangeiros não eram cidadãos). Portanto, para a burguesia, cidadania significa consumidor. Para tanto essa escola deve ser pública-estatal laica, propiciadora da construção/apropriação do conhecimento e um dos instrumentos de construção do socialismo. A luta por ela implica na unidade das lutas sindical e educacional; é impossível que ela tenha qualidade sem o atendimento das nossas reivindicações salariais e funcionais; é uma utopia reacionária pensar em melhorar o ensino sem melhorar as condições de trabalho;
Remuneração Justa: pelo piso do DIEESE por 20 h/aula, incorporação dos abonos e gratificações com extensão aos aposentados, reposição das perdas salariais, fim da promoção automática e redução do número de alunos por sala, 1/3 de hora-atividade rumo aos 50%, reequipamento de todas as escolas e melhoria da infra-estrutura didático pedagógica, etc.
Plano de Carreira Digno: por um sistema de car­reira única e aberta, com reajus­tes lineares e evolução funcional por tempo de serviço e titulação, sem prazo de interstício Escala de vencimento único para os trabalhadores em educação e sem limite de evolução dentro da escala, evolução funcional baseada no tempo de serviço e formação profissional, contra a avaliação de desempenho. Estabilidade para todos os OFA's (Ocupantes de Função Atividade) e concurso público classificatório para os novos ingressantes. Defendemos jornada de 20h/aula de 45min sendo 5h de HTPC's e 5h em local de livre escolha Número máxi­mo de alunos por sala de aula de 15 para E.F. Ciclo I, 20 para o Ciclo 11 e 25 para E.M., contra a LC 1094/2009, que impõe as jornadas de 12h e 40h, com salário proporcional. Exigência de imediata implementação da jornada com 1/3 de hora atividade (lei do piso nacional), rumo aos 50% de hora atividade. Reajustes lineares para a ca­tegoria, incorporação e extensão aos aposentados de todas as gratificações, pagamento automático de todos os be­neficios e progressões. Contra a poll­tica de gratificaçoes e bonificações, inclusive as oriundas de avaliaçóes de desempenho de professores e alunos.
Avaliação Global do processo ensino-aprendizagem: por avaliações diagnosticas, do processo ensino-aprendizagem e não dos agentes (professores e alunos) e estar a serviço de uma política educacional de total autonomia escolar, em função da classe trabalhadora A avaliação educacional e da aprendizagem deve ser um processo de ruptura e continuidade feita pelo conjunto da comunidade escolar. Pelo fim das Diretorias de Ensino Pelo fim dos órgãos de supervisão escolar. Somos contra a inspeção escolar, defendemos a autonomia didática, pedagó­gica e administrativa Currículo: Para nós, os programas e as grades curriculares devem ser abertos, elaborados democraticamente e com ampla liberdade de cátedra. Defende­mos também a obrigatoriedade de todos os níveis da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio. Defendemos o fim do vesti­bular e o livre acesso a todos os que queiram entrar nas universidades públicas
Mais Financiamento público para a Educação: por uma pretensa melhoria das verbas para a educação com recursos do pré-sal é pura demagogia. A proposta de marco regulatório feita por Lula permite que 70% do petróleo vá para as multinacionais; e a burguesia reclama por achar pouco. Exigimos uma Petrobrás 100% estatal, com toda sua arrecadação voltada para as áreas sociais, garantindo 15% do PIB para a educação. Defendemos a imediata aplicação de 10% do PIS rumo aos 15% Contra a polltica de fundos, portanto contra o Fundeb. Verbas públicas apenas para as escolas públicas e diretamente para a Unidade Escolar.
Formação permanente dos professores: por uma formação permanente nas universida­des públicas, afastamento remunerado durante três meses a cada dois anos para cursos (atualização, aperfeiçoamento e especialização) e com vencimentos inte­grais para mestrado e doutorado.
Gestão escolar democrática : por um sistema educacional democrático, onde a direção de escola deve ser eleita pelo voto direto e secreto, com mandato de dois anos, revogável. Defendemos a eleição dos coordenadores pelos Conselhos de Escolas. Conselhos de Escola paritários e deliberati­vos em conjunto com a organização de grê­mios livres, que teriam assento nesses Con­selho de Escolas.

Com greve ou sem greve, esse é o sindicato que devemos construir.
Necessitamos da força de todos!
Todos à praça da República dia 5 de março as 15:00.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Assembléia dia 05.03.2010




Neste ano Serra/Paulo Renato conseguiram impor as provas para atribuição de aulas e avaliação por mérito. Estes ataques têm consequências diretas sobre nossas vidas, pois transformam uma prova em critério de habilitação, não considerando nossa formação e tempo de serviço, mas sim a nota na prova.
Também impõem uma lógica perversa, que é impedir mais de 200 mil professores(as) de terem reposição salarial. É hora de darmos um basta nesta situação!
Não há duvidas que o governo Serra/Paulo Renato está sendo um dos mais nocivos à educação pública de nossa história. Este governo protagonizou uma sucessão de ataques com a criação das Leis 1093/09, 1094/09 e 1097/09, que juntas significam um “pacotão” indigesto aos trabalhadores da educação, criando as diversas “categorias” (F, L, O etc), a prova dos OFA´s e a prova de mérito. Como se não bastassem os baixos salários, as péssimas condições de trabalho, a ausência de materiais didáticos, pessoal e infra-estrutura nas escolas, o governo, para retirar mais direitos ainda, fragmentou o professorado em várias categorias, obri­gando todos a se submeterem às provas para conseguirem trabalhar.
A prova de mérito, para obter reposi­ção salarial e promoção na carreira ,é uma fraude, condena mais de 90% dos professores ao arrocho salarial.
O pano de fundo de toda essa história é a privatização da educação com as parcerias público-privadas que transferem verbas públicas para grandes empresas como a Rede Globo/Fundação Roberto Marinho e Grupo Abril/Revista Veja, retirando nossos poucos direitos e impondo a avaliação de desempenho e a meritocracia , diminuindo os gastos com a educação e condenando os trabalhadores e seus filhos a um ensino de péssima qualidade.
Tudo isso tem que acabar! Pelos nossos direitos e por uma escola pública de qualidade para as crianças e a juventude.
Vamos à greve!

Para termos uma greve forte que enfrente os ataques de Serra/Paulo Renato, defendemos a mais ampla unidade de todas as entidades do magistério neste movimento. É fundamental uma greve unificada de pro­fessores, funcionários, diretores e supervisores para derrotarmos o governo Serra. Temos que iniciar desde já uma discussão com nossos alunos e pais para apresentarmos a eles que nossa luta por emprego e me­lhores salários é uma luta em defesa da escola pública e também pelo direito dele e de seu filho aprender. A defasagem educacional de nossos alunos é responsabilidade da política de Serra/Paulo Renato. Apoiar nossa luta é defender o direito dos estudantes de aprender.


O PDE do governo Lula prevê avaliação de desempenho e a meritocracia contra os professores - de acordo com o decreto 6.094/2007 art. 20. É a mesma coisa que Paulo Renato está fazendo com as provas para os OFA’s, com o bônus-resultado e o “vestibular do salário“ através da prova para promoção por mérito. Isto comprova o que a OPOSIÇÃO ALTERNATIVA já dizia: Serra e Lula aplicam a mesma política contra a escola pública e os professores.


Fonte: Oposição Alternativa Apeoesp

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CER indica: greve começa no dia 5 de março


DIA 5 DE MARÇO SERÁ O DIA "D"

BASTA!
TODOS À PRAÇA DA REPÚBLICA - 15H00.

Vamos fechar as escolas e realizar uma grande assembleia

Professor, professora.
Em reunião ordinária no sábado, 20, o Conselho Estadual de Representantes (CER) aprovou indicativo de greve para a assembleia do próximo dia 5 de março, além do calendário de mobilização e do eixo da campanha salarial 2010, que terá o seguinte slogan: “Salário, emprego e carreira, sim! Provinha e provão, não!”
O CER avaliou que o descontentamento é geral na categoria – efetivos, ACTs, estáveis, aposentados – com política de exclusão imposta por este governo, que retira nossos direitos, e principalmente com a falta de uma política salarial. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-econômicas) indicam que não houve queda de arrecadação de impostos no Estado de São Paulo em função da crise econômica mundial; portanto, há dinheiro para o reajuste, o que falta é vontade política.
O CER também aprovou a pauta de reivindicações: reajuste imediato de 34,3%; pela incorporação das gratificações e extensão aos aposentados; pela garantia do emprego; contra o provão dos ACTs; contra a avaliação de mérito; pela revogação das leis 1093, 1094, 1097; por um plano de carreira justo; concurso público de caráter classificatório; pela volta das matérias de caráter humanista na grade curricular do ensino médio; pelo fim da municipalização do ensino; pelo fim da superlotação das salas de aula; pelo aumento do número de cargos para o próximo concurso de março; pelo fim das avaliações externas, pelo fim dos sábados letivos. O conselho aprovou ainda a criação de um fundo de greve custeado pela sede central e subsedes.

Calendário de mobilizações
►De 22 a 26 de fevereiro: conversa com os professores
►Dia 27 de fevereiro: reunião de REs
►Dias 1º e 2 de março: conversa com a comunidade escolar – pais e alunos
►Dias 3 ou 4 de março: assembléias regionais
►Dia 5 de março: assembléia estadual, com paralisação, e com indicativo de greve, na praça da República, às 15 horas
►Dia 8 de março: Dia Internacional da Mulher; conversas com professores e comunidade escolar
Batalha Judicial
Como é do conhecimento de todos, a APEOESP ingressou com ação judicial para que, na lista de classificação para a atribuição de aulas, os professores “categoria O” fossem deslocados para o final, após os professores “F” e “L”, que já pertencem à rede.
Obtivemos a liminar, mas o próprio secretário da Educação orientou as diretorias de ensino a desrespeitá-la.
No dia 12 de fevereiro, às vésperas do Carnaval, obtivemos a informação de que a liminar havia sido cassada no dia 11. Até o momento, entretanto, a decisão não foi oficialmente comunicada ao próprio juiz que deferiu a liminar a nosso favor. Novamente, ingressamos com recurso, do qual aguardamos a decisão.
Devemos denunciar a gravidade do que vem ocorrendo no Estado de São Paulo. Enquanto o nosso sindicato age de acordo com as normas regimentais do Tribunal de Justiça, o governo tem acesso direto ao presidente do TJ.SALÁRIO, EMPREGO, CARREIRA, SIM! PROVINHA E PROVÃO, NÃO!

Os eixos centrais, que unificam todos os professores (efetivos, estáveis, temporários, readaptados e aposentados) são:
►Por reajuste salarial imediato de 34,3%


►Pela incorporação das gratificações e extensão aos aposentados


►Por um plano de carreira justo


►Pela garantia de emprego


►Contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito)


►Pela revogação das leis 1093,1094,1097


►Concurso público de caráter classificatório




Fonte: Oposição Alternativa Litorqal Sul

CONCEITOS IMPORTANTES PARA ENTENDER A EDUCAÇÃO NA ATUALIDADE


CONCEITOS IMPORTANTES PARA ENTENDER A EDUCAÇÃO NA ATUALIDADE.
ELABORADOS A PARTIR DA BIBLIOGRAFIA DOS ÚLTIMOS CONCURSOS PARA PROFESSORES DAS REDES PÚBLICAS

Negrito
APRESENTAÇÃO
A Oposição Alternativa, há anos é o principal coletivo de Oposição na Apeoesp. Nossa militância tem se pautado na organização da luta da nossa categoria e dos trabalhadores em geral, visando uma sociedade justa, e portanto socialista. Estamos empenhados na resistência contra os ataques de Serra e Paulo Renato, como temos feito, desde que Covas, na década de 1990, iniciou as reformas educacionais no Estado de São Paulo e a culpabilização dos educadores pelo fracasso de seus governos na educação.
Desde o ano passado, aprovaram as leis da chamada “cultura da avaliação”, no fundo mais um ataque, vinculando o salário da categoria às avaliações de “mérito” , demitindo e precarizando, ainda mais, o trabalho nas escolas. Exigimos respeito à nossa categoria e por isso, defendemos que somente com nossa organização, Serra não irá cortar nossos direitos.
A Oposição Alternativa, não coloca como eixo central do movimento sindical a preparação para concursos, porém diante desses ataques, desde o concurso de 1998, temos organizado cursos e grupos de estudos visando colaborar com o professorado.
Dessa vez, pautamo-nos nas bibliografias dos últimos concursos públicos e organizamos uma espécie de mini-dicionário da pedagogia contemporânea com 80 verbetes, elencados por ordem alfabética. Esperamos estar colaborando com nossa categoria e chamamos todos à luta para conquistar uma educação pública de qualidade para os filhos dos trabalhadores
.

NegritoClic na Imagem e acesse os Principais conceitos