terça-feira, 22 de março de 2011

Professor "novato" desiste de aulas na rede estadual de SP

Professores recém-concursados desistem de ensinar na rede estadual de São Paulo. Entre as principais reclamações estão falta de condições de trabalho (salas lotadas, por exemplo), desinteresse de alunos e baixos salários, informa a reportagem de Fábio Takahashi publicada na edição desta segunda-feira da Folha (íntegra disponível para assinantes do jornal e do UOL).

Edson Rodrigues da Silva, 31, formado na USP, foi aprovado ano passado no concurso público da rede estadual para ensinar matemática. Passou quatro meses no curso preparatório obrigatório do Estado para começar a lecionar neste ano no ABC paulista. Ao final do primeiro dia de aula, desistiu.

"Vi que não teria condições de ensinar. Só uma aluna prestou atenção, vários falavam ao celular. E tive de ajudar uma professora a trocar dois pneus do carro, furados pelos estudantes. Se continuasse, iria entrar em depressão. Não vale passar por isso para ganhar R$ 1.000 por 20 horas na semana."

Até a última sexta-feira (18), 60 professores já haviam finalizado o processo de exoneração, a pedido, média de mais de dois por dia letivo.

A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) diz ser normal o número de desistências, considerando a quantidade de efetivações (9.30). No entanto, os educadores discordam.

Para a coordenadora do curso de pedagogia da Unicamp, Maria Marcia Malavasi, "o cenário é triste; especialmente na periferia, os professores encontraram escolas sem estrutura, profissionais mal pagos, amedrontados e desrespeitados."

Editoria de arte/Folhapress


Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Absurdo!! Barros Munhoz (PSDB) é acusado de pagar pizzas com verba da educação

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Barros Munhoz (PSDB), é acusado numa ação judicial de usar verba destinada à educação para pagar um jantar de confraternização para 285 pessoas em uma pizzaria.

O evento ocorreu em outubro de 2004. À época, o deputado era prefeito do município de Itapira (SP).

Presidente da Assembleia de SP diz que despesas foram legais

O Ministério Público denunciou o tucano por ter assinado um cheque no valor de R$ 2.850 nominal à Choperia e Pizzaria Don Rossi. A verba pagou "285 refeições tipo rodízio", segundo a nota fiscal emitida pela pizzaria.

Barros Munhoz afirma que o restaurante foi contratado para uma comemoração do Dia do Professor, em procedimento administrativo legal.

Em outra denúncia, o deputado é acusado de participar do desvio de R$ 3,1 milhões da prefeitura em 2003, conforme revelou a Folha.

A ação corre em segredo de Justiça para proteger os sigilos bancários dos envolvidos. Barros Munhoz, que teria se beneficiado de R$ 933 mil, nega ter participado do suposto esquema de desvios.

EDUCAÇÃO

O sistema de acompanhamento dos gastos municipais indicou que o dinheiro pago à pizzaria saiu da conta do antigo Fundef, hoje chamado de Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica).

As contas do Fundeb devem ser destinadas exclusivamente a gastos com educação. Cerca de 60% do dinheiro do fundo é utilizado para o pagamento do salário de professores da rede pública.

No Estado de São Paulo, o Fundeb é composto por recursos do governo e dos municípios. As verbas para cada cidade são distribuídas de acordo com o número de matrículas. O sistema já funcionava assim em 2004.

O cheque assinado por Munhoz, a nota fiscal da pizzaria e um extrato de origem e destino do cheque foram encaminhados em 2007 à Promotoria pelo governo municipal. Desde 2005, a Prefeitura de Itapira é comandada por um grupo de oposição a Munhoz.

Editoria de Arte/Folhapress
Fonte: Jornal Folha de São Paulo

Reunião com Secretário da Educação - 18.03.2011



Reunião com o Secretário da Educação.

Data: 18.03.2011.

Local: UNIB

Composição da Mesa pelo Governo:

Dirigente de Ensino: Prof° Samuel

Secretário : Herman

Secretário Adjunto: Palma

Diretor da COGESP: Sebastião

A reunião contou com a presença de cerca de 300 professores e professoras.

Apresentação do Secretário:

O secretário da educação se apresentou e falou bastante de sua experiência na UNESP.

Apresentação das Propostas Educacionais

Foi apresentado o texto final (sistematização das propostas educacionais ) das 4 diretorias de ensino da Zona Sul de São Paulo. (texto em anexo).

O texto deixou a desejar , pois muitas propostas que discutimos não foram contempladas. Por isso fiz um dossiê com todas as propostas de todas as escolas e protocolei na mesa. O secretário não quis assinar, mas forcei o Dirigente Samuel (SUL3) a fazê-lo. (O secretário levou a pasta)

Debate com os Professores

Depois da apresentação da Professora ouvimos o questionamento de vários professores.

Os professores cobraram do secretário muitas ações para efetivamente melhorar a educação.

Fim das escolas de latinha, diminuição de alunos por sala, formação continuada – contra a prova do mérito; plano de carreira; melhorias da estrutura; gestão democrática; reposição das perdas salariais, equiparação salarial, problemas no DPME, aposentadoria, etc.

Minha Fala - Cobrei do secretário:

Se a audiência era realmente séria?

Se fosse séria se ele já havia combinado com o governador para implementar as propostas discutidas nas audiências?

Afirmei também que nós professores não queríamos ser tratado como palhaços, como já feito por outros secretários da educação e que exigíamos respeito.

Cobrei do secretário mais tempo para discutir as propostas educacionais e que combinasse com as diretoras e diretores, pois muitos deles não estavam realizando discussões no interior das escolas, ou pior ainda, “dando bolinhas” para os professores que estavam participando dos debates das diretorias de ensino.

Disse também via com preocupações a aplicação do modelo de gestão unespiano (pronunciado na sua apresentação) na rede estadual de SP, pois sabia dos problemas que aquela instituição estava passando.

Focalizei minha fala na formação continuada para nossa categoria.

Perguntei ao Secretário se ele havia feito uma prova de mérito para se candidatar ou para se tornar secretário? Respondi que certamente não pois sua carreira estava calcada na experiência, no mestrado e no doutorado. Se assim o fosse, como poderia propor uma prova para substituir tal formação continuada para evoluirmos na carreira?

Disse que não acreditava no sucesso do ensino a distância, pois nosso “orientador não poderia ser uma máquina”.

Disse que tinha uma proposta, a formação permanente dos professores, nas universidades públicas, inclusive a UNESP poderia ajudar e muito, disse que essa formação deveria ser com afastamento remunerado durante três meses a cada dois anos para cursos (atualização, aperfeiçoamento e especialização) e com vencimentos integrais para mestrado e doutorado.

Depois de minha fala percebi que muitos professores, estavam hostilizando os colegas que faziam críticas mais ácidas ao secretário. Tive a impressão que havia muitos aplaudindo as ações do governo. (possivelmente eram aqueles que foram escolhidos pela direção, pois em muitas escolas não houve um debate democrático e muito menos escolha de representantes pela equipe de professores)

O secretário ao responder as perguntas dos professores, disse que poderia se comprometer em rever os problemas que estavam relacionados às RESOLUÇÕES, mas o que estivesse relacionada aos DECRETOS e LEIS não dependiam diretamente dele, mas do Governador e da Assembléia Legislativa.

Não respondeu sobre o descumprimento da data-base (março), colocou a culpa nos secretários passados. Disse que sua meta é salário e carreira para os professores. (estranho que não propôs nada concreto).

Ele fez outras promessas. Concretamente ele se comprometeu a não computar as faltas da greve para o pagamento do Bônus (disse que o bônus será pago em folha suplementar no final do mês). Disse também que já enviou ao governador um plano de reajuste salarial, mas não se comprometeu com nenhum índice.

Disse que é a favor da formação continuada on-line e é a favor da meritocracia.

Disse também que não vai acabar com a progressão continuada, mas está estudando mudanças.

(Gravei as intervenções do Secretário e estou preparando um audiovisual e postarei depois)

Houve um momento de tensão na audiência, pois ao responder dois professores, inclusive as minhas provocações o Secretário foi truculento.

O secretário disse que nós não tínhamos DIREITO de questionar um SECRETÁRIO dessa forma. Disse que não deveria questionar um Ex Reitor de uma Universidade de Renome, que não tínhamos moral para cobrar mérito dele. (deu a entender que tínhamos que nós calar – “sabe com quem está falando” )

(minha fala) Retruquei veementemente e exigi respeito do secretário, pois ambos (professores e secretário) eram funcionários públicos e essa audiência tinha como finalidade ouvir professores, portanto estávamos fazendo o que ele próprio propôs - estávamos cobrando soluções de problemas e apresentando soluções. Houve vaias e aplausos e a audiência prosseguiu.

Depois desse imprevisto ele mudou seu discurso, disse que nós não tínhamos entendido sua proposta de meritocracia e que na sua concepção seria por via acadêmica (mestrado e doutorado) e por experiência. (ele repetiu o que eu havia cobrado na minha fala) ele foi hábil “saiu pela tangente”. Mas, depois voltou a se contradizer e dizendo que era favorável a meritocracia por provas.

No Final da audiência fiz uma solicitação à mesa para que protocolassem nossas propostas educacionais, o Secretário se recusou a protocolar, mas exigi que o Dirigente Samuel assim o fizesse em nome do Governo. Propostas protocoladas!

(se alguém quiser uma cópia me procurem)

Conclusão:

As mudanças propostas pela equipe da Secretaria de Educação nem de longe contemplam nossos anseios, ou seja, uma verdadeira melhoria nos salários e nas condições de trabalho em sala de aula, novamente “remendos novos em roupas velhas” resta-nos cobrar, cobrar e cobrar!

Nessa quarta-feira (23.03) estaremos COBRANDO melhoria no plano de carreira em uma nova reunião na D.E. SUL 3.

Abraços!

Profº. Claudemir Mazucheli

domingo, 20 de março de 2011

Liberdade aos Presos Políticos ! DEMOCRACIA ONDE?

Juiz diz que manterá militantes presos devido a visita de Obama


Depois de passar a madrugada na 5º DP (Gomes Freire), os 13 detidos nesta sexta-feira, 18, foram levados para presídios por volta das 8h de hoje. Os homens foram encaminhados ao presídio de Água Santa e as mulheres ao presídio de Bangu 8.
Os manifestantes foram enquadrados em vários artigos, e não terão direito a fiança. A principal acusação é de ter tentado "causar incêndio" no consulado dos Estados Unidos. "É uma vergonha o que está acontecendo.
Na saída da delegacia, a maior parte dos presos levantaram o punho, um símbolo de resistência contra a opressão. Dezenas de militantes de várias organizações e ativistas puxaram palavras de apoio.
Os 13 manifestantes foram presos após um coquetel molotov ter sido lançado no ato em frente ao consulado. Destes, 10 são militantes do PSTU. Ainda na noite de sexta, o partido lançou um comunicado à imprensa, no qual reafirma o caráter pacífico da manifestação e que nenhum militante do partido organizou ou participou do ataque. "Os policiais sabem que quem foi preso não tem nada a ver com o que houve. Tem gente lá presa sem nenhuma prova, apenas porque levantou um sapato contra a bandeira dos Estados Unidos. É um absurdo", afirma Cyro Garcia, dirigente do partido no Rio de Janeiro. "Estão criminalizando os protestos e o partido. É um absurdo a polícia exibir cartazes políticos e bandeiras do partido como provas aos fotógrafos, como quem exibe armas," protesta.

Os advogados do PSTU entraram na Justiça com um pedido de libertação dos presos, já que não há provas contra eles. Também questionaram os artigos apontados pelo delegado, que torna o crime inafiançável.
O pedido foi negado. O juiz de plantão argumentou que a libertação dos 13 ativistas colocaria em risco a "ordem pública" durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
"O juiz alegou que, como a visita ainda não terminou, a liberdade poderia ameaçar o 'evento' e 'macular' a imagem do Brasil", conta Cyro Garcia. "É um argumento tão ridículo, que só mostra o quanto essa prisão é política. Parece haver uma ordem de só libertar o grupo depois que o Obama se for", conclui.

O pedido foi entregue acompanhado de uma comissão de parlamentares, formada pelo senador Lindberg Farias (PT), pelos deputados federais Chico Alencar (PSOL), Jean Wyllys (PSOL), Stepan Nercessian (PPS) e a deputada estadual Janira Rocha (PSOL). Lindberg foi recebido em nome da comissão, e argumentou pedindo a libertação do grupo. O juiz manteve-se irredutível, o que motivou os parlamentares a preparar uma nota pública, em defesa do livre direito de manifestação e contra as prisões, assinada ainda pelo deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL). Confira Parlamentares divulgam nota

Assine a petição para a libertação dos presos CLIQUE AQUI PARA ASSINAR
Fonte: http://candidoneto.blogspot.com

terça-feira, 15 de março de 2011

Boletim Leitura de Classe - APEOESP Santo Amaro

“Diálogos” com o Secretário da Educação
O novo secretário de Educação Herman Voorwald, iniciou sua gestão anunciando querer dialogar com os professores e debater um novo plano de carreira do magistério. Porém até agora foram muitos discursos e nenhuma ação concreta para aplicar qualquer projeto em benefício dos professores e estudantes.
Começou com a manutenção da atribuição descentralizada, e o impedimento de que os professores não aprovados nas provas, pudessem participar da primeira fase de atribuição, discriminação de professoras obesas no ingresso dos concursados.
O resultado todos conhecemos: Prejuízo aos professores na escolha das aulas, combinado com milhares de colegas cumprindo horas de permanência ao mesmo tempo que não há professores em várias escolas. Ou seja, professores precarizados e alunos sem aulas!

Democracia para debater as propostas educacionais, o Estatuto do Magistério e o Plano de Carreira?
O governo com sua intenção e confundir os professores e as professoras garante na legalidade (SE 7/10.02.2011) o chamado para a discussão das mudanças no Estatuto do Magistério. Porém na prática dificulta a o debate entre os mais interessados – a categoria:

* Propõe em 2 meses o desmantelamento de um estatuto que foi construído em 2 anos.
* Treina seus asseclas para uma discussão superficial da legislação mais importantes do magistério público estadual (Estatuto do Magistério);
* Tentam manipular a eleição dos representantes que vão discutir as propostas de mudança no Estatuto nas escolas;
* Promove mais uma vez a divisão dos trabalhadores da educação quando faz reuniões separadas para discutir as propostas educacionais (professores, funcionários, secretários, diretores entre outros).
* Dificulta a participação dos representantes das escolas nas reuniões na D.E.
* Diretores não divulgam SE 7, não abrem espaços nos HTPCs, tentam proibir a entrada de conselheiros,
* Impõem suas políticas através da manipulação das reuniões no interior das escolas por parte dos diretores (roteiros pré-estabelecidos que contempla a meritocracia).

Nossas exigências:
Representatividade real;
Maior tempo para os debates;
Debate unificado entre os trabalhadores da educação;
Que todos possam ser ouvidos;
Que todos possam colocar suas opiniões sem manipulação dos asseclas do governo.

Jornal Subsede Março 2011

Fonte: Oposição Alternativa APEOESP - SEBSEDE SANTO AMARO - SÃO PAULO

sexta-feira, 11 de março de 2011

PROGRESSÃO CONTINUADA.

Professores e Professoras!
Novamente venho denunciar as manobras do governo para confundir nossa categoria com suas falsas promessas de discussões democráticas nas escolas.
Hoje discutimos em HTPCs a PROGRESSÃO CONTINUADA.

A coordenação nos forneceu um texto do governo, com algumas perguntas e queria que em 2 horas fizéssemos uma discussão aprofundada do processo e apresentássemos um relatório sobre as possíveis mudanças. Resultado. Não houve tempo hábil para a discussão aprofundada sobre o tema.

Certamente esses crápulas sairão dizendo que consultaram a rede e que as mudanças realizadas pela Secretaria da Educação foi produto dessa consulta.

Esse método maquiavélico está sendo utilizado também nas discussão das propostas pedagógica e será também na discussão do nosso Plano de Carreira.

Nós queremos debater verdadeiramente tais temas . Para isso exigimos que o secretário repita o que ocorreu em 1985, para aprovação do estatuto do magistério e garante abonos de ponto aos professores e funcionários de escola para que possamos fazer um verdadeiro debate sobre esses temas.

Até que isso não aconteça vamos enrriquecer esse debate e ensinar o "governo a trabalhar".
Posto dois textos abaixo sobre a Progressão Continuada.


UM ESTUDO SOBRE PROGRESSÃO CONTINUADA

Ciclos - Progressão Continuada e Aprovação Automática contribuições para a discussão