quarta-feira, 13 de julho de 2011

Brasil é rico em terras-raras


Relatório de órgão geológico dos Estados Unidos aponta o país como dono das maiores reservas desses minerais, fundamentais para a fabricação de novos equipamentos eletrônicos. O problema é que a extração tem alto custo ambiental

» Carolina Vicentin

O silício pode até ter sido responsável pela revolução na indústria dos chips, mas, certamente, a humanidade não teria chegado a tal grau de sofisticação eletrônica sem uma classe de elementos químicos menos populares.

Os chamados elementos de terras-raras estão presentes nos mais diversos aparelhos, dos iPhones aos motores a jato, e são cada vez mais demandados. Um relatório da Agência de Mapeamento Geológico dos Estados Unidos revelou que o Brasil concentra as maiores reservas desses materiais, dispersos por toda a crosta terrestre. Riqueza que, se bem explorada, pode colocar o país, de vez, na cadeia de produção tecnológica.

As terras-raras são 17 elementos químicos da tabela periódica com propriedades magnéticas fundamentais para a fabricação de equipamentos eletrônicos. "Elas permitem, basicamente, a confecção de ímãs muito fortes, usados na memória dos aparelhos. Como elas têm essa alta capacidade, muito maior do que em outros metais, possibilitam que os dispositivos fiquem cada vez menores, cumprindo a mesma função", explica o professor Gerson Mól, do Instituto de Química da Universidade de Brasília (UnB). "Há 100 anos, esses elementos sequer eram demandados, mas fomos, aos poucos, criando essa necessidade", completa o especialista. Para se ter uma ideia do tamanho da procura, o quilo do neodímio metálico (uma das terras-raras) custava US$ 50 em janeiro e, hoje, não sai por menos de US$ 250.

Segundo Kato, elementos podem ser extraídos do fundo do mar

A bolha econômica ocorre, em boa parte, porque esses elementos estão muito dispersos pelo mundo. "Não é como o ferro, encontrado em grandes jazidas e de fácil extração", compara o professor Mól. Talvez venha daí o nome "terras-raras". Na verdade, essas substâncias são mais abundantes que o ouro, por exemplo, que está presente em 0,00000031% de cada 100g da crosta (algo cinco vezes menor que um grão de areia). "Acontece que as terras-raras existem em concentrações relativamente baixas. São materiais que precisam ser escavados e processados com reagentes químicos. Isso traz um impacto ambiental pesado", afirma Mike Pitts, gerente de sustentabilidade da Chemistry Innovation, uma entidade que promove a inovação industrial na Inglaterra.

Uma das etapas mais perigosas ocorre em laboratório, quando as terras-raras precisam ser separadas (veja quadro). "Elas estão misturadas entre si na natureza. Essa dissociação é feita com reagentes químicos bastante fortes. Depois de utilizá-los, não se pode simplesmente jogar na natureza", ressalta o pesquisador Fernando Landgraf, diretor do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT). "Nosso principal desafio é gerir melhor esses elementos, usando-os de forma mais eficiente, fazendo a reciclagem e, sempre que possível, substituindo-os por outros materiais", diz o britânico Mike Pitts.

Atualmente, o maior produtor de terras-raras é a China, que alimenta, sozinha, 97% do mercado. O sucesso dos orientais nesse setor pode ser explicado pelo perfil produtivo do país. "Na China, não há muita preocupação com leis trabalhistas ou ambientais. Além disso, ocorre muita extração pirata", comenta o professor Gerson Mól. No Brasil, a maior reserva dessas substâncias está na região de Seis Lagos, no noroeste do Amazonas. Minas Gerais e Goiás também concentram abundância desses materiais. Segundo o relatório do serviço geológico norte-americano, o país detém 2% das reservas mundiais de terras-raras.

Fernando Landgraf, presidente do IPT, explica que a exploração do recurso não implica, necessariamente, a abertura de um novo espaço de mineração. "A Vale do Rio Doce, por exemplo, tem uma mina de fosfato em Catalão (GO), onde também há terras-raras. É uma questão de melhorar o aproveitamento de uma área já minerada", diz o pesquisador. Isso, no entanto, não é suficiente. Para Landgraf, o Brasil também precisa se esforçar para fazer diferença nessa indústria. "A melhor alternativa é que o país entre na cadeia produtiva oferecendo produtos, não apenas o minério. Quanto mais longe formos, mais estaremos agregando valor ao material", ressalta o especialista.

Outras fontes
Enquanto isso, cientistas de todo o mundo procuram as terras-raras em outros lugares. No fim do mês passado, uma equipe japonesa liderada pelo professor da Universidade de Tóquio Yasuhiro Kato, anunciou ter encontrado uma grande reserva dessas substâncias no fundo do Oceano Pacífico. "Nós estimamos que uma área de apenas 1km², próxima a um dos locais de amostragem, seja capaz de prover um quinto do consumo anual desses elementos", escreveram os autores da pesquisa, publicada pela revista especializada Nature Geoscience. "Conseguimos mostrar que as terras-raras e o ítrio (outro elemento com propriedades semelhantes) podem ser recuperados por lixiviação ácida simples e sugerimos que a lama do mar constitui uma fonte altamente promissora desses recursos."

Os cientistas não esclarecem como a extração da lama poderia ser feita, mas, certamente, é um processo que exige alto investimento — tal qual ocorre nas plataformas para exploração de petróleo em alto-mar. No continente, uma planta de terras-raras demanda o gasto inicial de US$ 200 milhões. "O pontapé inicial depende da decisão de alguma mineradora, é preciso avaliar se realmente é uma boa oportunidade", pondera o pesquisador Fernando Landgraf. "Por aqui, eu acho que deveria haver um esforço nacional nesse sentido. Já pensou produzirmos um carro híbrido (que também usa terras-raras) com tecnologia interna? Seria um sonho."

Lodo lavado
A lixiviação é o processo natural em que a água passa pelo solo e carrega os sais presentes na pedra. É por causa dela que os oceanos são salgados — anos e anos de lixiviação levaram para o mar os sais presentes nas rochas. O mesmo processo de "lavagem" pode ser feito em laboratório. Nesse caso, os metais são separados da lama ao serem enxaguados com um ácido especial.

"Caça" ao tesouro

Saiba como é processo de fabricação das terras-raras:
1) No Brasil, esses elementos foram formados nas chaminés alcalinas — estruturas que restaram após a explosão de vulcões há pelo menos 100 milhões de anos. Ali, o primeiro passo é separar a ganga do minério, ou seja, retirar todos os resíduos que não interessam para esse propósito

2) Com o minério separado, o material segue para um laboratório, onde outras impurezas precisam ser retiradas. Em boa parte das vezes, as terras-raras vêm acompanhadas de material radioativo, por isso esse processo precisa ser feito com cuidado

3) Na etapa seguinte, os técnicos têm que separar as diferentes terras-raras. No total, são 17 elementos químicos nessa classificação, e eles se encontram misturados na natureza. O processo também é realizado em laboratório, com o uso de outros elementos químicos

4) Como resultado dessa fase, surge um material composto, como o óxido de neodímio, por exemplo. Para que ele possa ser usado pela indústria, é preciso separar esse óxido e fornecer o neodímio puro, na forma metálica

5) No fim, essa matéria-prima segue para a fabricação dos ímãs. A terra-rara pura é misturada a outros metais, como o ferro e o cobre, para dar origem aos dispositivos adotados em aparelhos eletrônicos

Fonte: Jornal Correio Braziliense (13.07.2011)

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Gays são caçados nas favelas do Rio pelo tráfico e pela milícia

A fúria pregada pelos "Bolsonaros e Pastores Malafaia" se espalha pelo Brasil!!!
ABSURDO!!
Em nome de Deus e da Moral burguesa novamente esterminam-se seres humanos!!

Violência afeta ao menos um homossexual por dia nas comunidades.
No País, um morre a cada 2 dias

POR MAHOMED SAIGG

Eles não cometeram nenhum crime. Mas a decisão de assumir a homossexualidade bastou para que fossem condenados. Moradores de favelas da cidade do Rio e da Baixada Fluminense, gays, lésbicas, travestis e transgêneros vêm sendo caçados por traficantes e milicianos nas comunidades onde moram. Espancados e humilhados em público, muitos acabam assassinados. Outros, com um pouco mais de sorte, são ‘apenas’ expulsos das favelas — após sessões de tortura.

Arte: O Dia

Levantamento da ONG Conexão G, com sede no Complexo da Maré, revela que todos os dias pelo menos um homossexual é agredido nas comunidades carentes cariocas. E a violência provocada pelo preconceito não para de crescer. Pesquisa feita pelo Grupo Gay da Bahia — referência na luta contra a homofobia no Brasil desde 1980 — mostra que o número de assassinatos de homossexuais cresceu 55% no País entre 2007 e 2008, quando foram identificados 190 casos, média de mais de um a cada dois dias. Doze deles no Rio.

PAÍS MAIS HOMOFÓBICO DO MUNDO
Com um homossexual assassinado a cada dois dias, o Brasil passou a ser considerado o País mais homofóbico do mundo, seguido por México, que registrou 35 casos ano passado, e Estados Unidos, com 25. Presidente do Grupo Conexão G, Gilmar Santos alerta que este número pode ser ainda maior. “A opressão contra os homossexuais nas favelas vem aumentando a cada dia.
Nas pesquisas de campo a gente descobre que a maioria dos casos não é registrada. E, mesmo quando as vítimas resolvem procurar a polícia, muitos preferem não revelar sua orientação sexual por temer mais violência”, explica. Ex-moradora da Zona Sul, a jovem Patrícia, 24 anos, viu de perto os horrores vividos pelos homossexuais nas favelas do Rio.
Depois de se assumir como lésbica, ela se mudou para o Morro da Providência, no Centro, onde morou por oito meses com a namorada. “Além de bater nos gays e travestis, os bandidos ficam ameaçando estuprar as lésbicas. Fazem um terror psicológico insuportável”, conta. “Quando descobrem uma lésbica no morro, dizem que a garota só se tornou homossexual porque não conheceu homens de verdade. E que darão ‘um jeito’.
É por isso que hoje muitas meninas agem como se fossem mulheres quando estão no morro e só assumem sua orientação quando saem de lá”, completa. Na Favela do Timbau, na Maré, a homofobia também vem marcando a vida dos homossexuais. Nascido e criado na comunidade, o travesti Marcela Soares, 40 anos, conta que já perdeu muitas amigas torturadas e assassinadas só por serem homo. “Isso já está se tornando comum nas favelas. E a gente não pode fazer nada senão morre também”, lamenta Marcela, que admite sofrer com o preconceito. “A gente se sente humilhada, afinal também somos humanos como os heterossexuais e exigimos respeito”, desabafa Marcela, que é formada em Moda.

‘Matar homossexual virou diversão’
A violência contra homossexuais nas favelas do Rio vem chamando a atenção de militantes do movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros) e pesquisadores de todo o Brasil. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, ameaça denunciar o governo brasileiro à Organização das Nações Unidas e à Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Organização dos Estados Americanos. “Bater e matar homossexual já virou entretenimento popular nas favelas. Mas não vamos ficar assistindo a esse ‘homocausto’ (holocausto de homossexuais) de braços cruzados.
Já que não temos força política para brigar por nossos direitos, esta é uma maneira de tentar nos proteger dessa violência”, explica Marcelo. Coordenadora do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania, a psicóloga Sílvia Ramos afirma que ainda existem poucos estudos sobre homofobia nas favelas. Mas reconhece: “Ser homossexual numa favela é muito mais perigoso do que num bairro de classe média”. “É natural que a violência seja mais grave em territórios dominados por grupos armados. Mas, o que mais me surpreende, é ver que o Brasil, que está cotado para ser a capital gay do mundo, tem tanto preconceito! É uma incoerência!”.
Em 2004, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada ao governo federal, lançou o Programa Brasil Sem Homofobia. Ele inclui ações voltadas à promoção da cidadania e ao fortalecimento da defesa dos direitos humanos dos gays. Professor escapa por pouco de incêndio criminoso A violência contra os homossexuais não é ‘privilégio’ das favelas dominadas pelo tráfico. Nas áreas controladas com mão de ferro pela milícia, o preconceito e a intolerância sexual também mostram a sua força. Em Nova Iguaçu, por exemplo, a caça aos gays, lésbicas e travestis pode chegar a extremos. Morador da Vila de Cava, no subúrbio da cidade, o professor Carlos (nome fictício), 26 anos, foi vítima de vizinhos que incendiaram sua casa. Segundo ele, o atentado, no fim de 2007, foi motivado pela rejeição ao fato de ser gay. “Estava dormindo e acordei com a casa em chamas.
O fogo já estava por toda parte e, por sorte, consegui quebrar a janela do quarto, por onde saí. Na rua havia várias pessoas que, mesmo com meus pedidos de ajuda, permaneceram de braços cruzados. Alguns até dizendo que ‘veado’ tinha que morrer mesmo”, conta Carlos, que perdeu tudo no incêndio. Próximo dali, em Mesquita, também na Baixada Fluminense, é igualmente comum encontrar vítimas da homofobia.
Lésbica, a comerciante Jucyara Albuquerque, 44 anos, é mais uma que sofreu com o preconceito. Homossexual assumida desde os 16 anos, Jucyara afirma que tem um longo histórico de agressões.
“Já sofri muito por causa da minha orientação sexual. Certa vez cheguei a ser espancada por dois homens que me agrediram enquanto eu trabalhava. Eles simplesmente chegaram, começaram a me xingar porque souberam que eu era lésbica e partiram para cima de mim. Fiquei com o corpo todo machucado”, lembra ela.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Absurdo: gay é morto a pedradas e tem os olhos arrancados

Para os que são contra a discussão das questões sobre homofobia nas escolas:
Será mesmo que devemos fechar os olhos para essa barbárie?

Vejam mais um fato absurdo ocorrido em Pernambuco:

Um homossexual foi assassinado brutalmente em Santa Cruz do Capibaribe. O crime, que tem visíveis sinais de preconceito pela opção sexual da vítima, chocou a população.
Fábio da Silva, 20 anos, foi encontrado morto na manhã da segunda-feira (03/01/2011), na Rua Jorge Luiz de Souza, no bairro da Cohab, em Santa Cruz do Capibaribe.
A vítima foi encontrada sem roupas e com vários ferimentos na cabeça causados por pedradas. Fábio ainda teve a cabeça esmagada, os olhos arrancados e a genitália dilacerada.
Próximo ao corpo da vítima foi encontrada uma bolsa contendo várias roupas femininas.
A polícia acredita que o assassinato tenha acontecido por preconceito, já que de acordo com familiares e amigos da vítima, o mesmo não teria nenhum envolvimento com drogas.
▼MARCOS RIBEIRO
▼LOCAL:PERNAMBUCO-BRASIL
▼DATA:03/01/2011

Vejam as fotos: Fontes: Arquivo recebido por e-mail

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Professora do RN que criticou a educação recusa prêmio de empresários



Por que não aceitei o prêmio do PNBE


Oi,

Nesta segunda, o Pensamento Nacional de Bases Empresariais (PNBE) vai entregar o prêmio “Brasileiros de Valor 2011″. O júri me escolheu, mas, depois de analisar um pouco, decidi recusar o prêmio.
Mandei essa carta aí embaixo para a organização, agradecendo e expondo os motivos pelos quais não iria receber a premiação. Minha luta é outra.
Espero que a carta sirva para debatermos a privatização do ensino e o papel de organizações e campanhas que se dizem “amigas da escola”.
Amanda

Natal, 02 de julho de 2011
Prezado júri do 19º Prêmio PNBE,
Recebi comunicado notificando que este júri decidiu conferir-me o prêmio de 2011 na categoria Educador de Valor, “pela relevante posição a favor da dignidade humana e o amor a educação”. A premiação é importante reconhecimento do movimento reivindicativo dos professores, de seu papel central no processo educativo e na vida de nosso país. A dramática situação na qual se encontra hoje a escola brasileira tem acarretado uma inédita desvalorização do trabalho docente. Os salários aviltantes, as péssimas condições de trabalho, as absurdas exigências por parte das secretarias e do Ministério da Educação fazem com que seja cada vez maior o número de professores talentosos que após um curto e angustiante período de exercício da docência exonera-se em busca de melhores condições de vida e trabalho.
Embora exista desde 1994 esta é a primeira vez que esse prêmio é destinado a uma professora comprometida com o movimento reivindicativo de sua categoria. Evidenciando suas prioridades, esse mesmo prêmio foi antes de mim destinado à Fundação Bradesco, à Fundação Victor Civita (editora Abril), ao Canal Futura (mantido pela Rede Globo) e a empresários da educação. Em categorias diferentes também foram agraciadas com ele corporações como Banco Itaú, Embraer, Natura Cosméticos, McDonald’s, Brasil Telecon e Casas Bahia, bem como a políticos tradicionais como Fernando Henrique Cardoso, Pedro Simon, Gabriel Chalita e Marina Silva.
A minha luta é muito diferente dessas instituições, empresas e personalidades. Minha luta é igual a de milhares de professores da rede pública. É um combate pelo ensino público, gratuito e de qualidade, pela valorização do trabalho docente e para que 10% do Produto Interno Bruto seja destinado imediatamente para a educação. Os pressupostos dessa luta são diametralmente diferentes daqueles que norteiam o PNBE. Entidade empresarial fundada no final da década de 1980, esta manteve sempre seu compromisso com a economia de mercado. Assim como o movimento dos professores sou contrária à mercantilização do ensino e ao modelo empreendedorista defendido pelo PNBE. A educação não é uma mercadoria, mas um direito inalienável de todo ser humano. Ela não é uma atividade que possa ser gerenciada por meio de um modelo empresarial, mas um bem público que deve ser administrado de modo eficiente e sem perder de vista sua finalidade.
Oponho-me à privatização da educação, às parcerias empresa-escola e às chamadas “organizações da sociedade civil de interesse público” (Oscips), utilizadas para desobrigar o Estado de seu dever para com o ensino público. Defendo que 10% do PIB seja destinado exclusivamente para instituições educacionais estatais e gratuitas. Não quero que nenhum centavo seja dirigido para organizações que se autodenominam amigas ou parceiras da escola, mas que encaram estas apenas como uma oportunidade de marketing ou, simplesmente, de negócios e desoneração fiscal.
Por essa razão, não posso aceitar esse Prêmio. Aceitá-lo significaria renunciar a tudo por que tenho lutado desde 2001, quando ingressei em uma Universidade pública, que era gradativamente privatizada, muito embora somente dez anos depois, por força da internet, a minha voz tenha sido ouvida, ecoando a voz de milhões de trabalhadores e estudantes do Brasil inteiro que hoje compartilham comigo suas angústias históricas. Prefiro, então, recusá-lo e ficar com meus ideais, ao lado de meus companheiros e longe dos empresários da educação.
Saudações,
Professora Amanda Gurgel

Entenda o que é o PNBE, que já premiou a Rede Globo.

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Tempestade de areia cobre cidade nos EUA



Uma enorme tempestade de areia atingiu na terça-feira a cidade de Phoenix, no oeste dos Estados Unidos.
Tempestade de areia no Arizona

Tempestades são comuns no Estado do Arizona nesta época do ano

Vários voos para a cidade tiveram de ser cancelados devido à falta de visibilidade. Pousos e decolagens foram cancelados por cerca de uma hora.

Os fortes ventos também derrubaram árvores e provocaram apagões em milhares de residências.

Tempestades, como a que causou a nuvem de areia de aproximadamente 80 quilômetros, são comuns nesta época do ano no Estado americano do Arizona. A temporada de chuvas e ventos começa em junho e termina em setembro.

Os ventos de quase cem quilômetros por hora espalharam as nuvens de areia por outras cidades ao redor.
Fonte: http://www.bbc.co.uk

Professores estaduais em greve fazem passeata no Rio

Professores e funcionários da rede estadual da educação fazem passeata no Rio

Paula Giolito/Folhapress

Professores e funcionários da rede estadual da educação fazem passeata no Rio

DA AGÊNCIA BRASIL

Centenas de professores e funcionários das escolas da rede estadual do Rio, em greve desde o dia 7 de junho, fizeram nesta terça-feira uma manifestação no largo do Machado, zona sul da cidade. Eles foram em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo, para serem recebidos por autoridades.

De acordo com o diretor do Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação, Tarcísio Carvalho, a greve tem a adesão de 60% dos professores e funcionários do estado, deixando cerca de 600 mil alunos sem aulas. Carvalho informou que a categoria pede um índice de reajuste salarial de 26%, enquanto a oferta do governo, divulgada hoje, foi a de antecipar a incorporação prevista para 2012, o que representa na prática cerca de R$ 36 de aumento.

"Reconhecemos que é um avanço, mas muito pequeno. Ainda é muito pouco. Significa na vida de 30 mil pessoas que estão na rede estadual cerca de R$ 36. Estamos a quase um mês em greve. Nós queremos a antecipação completa do Nova Escola (programa de gratificação) e o índice de reajuste salarial. Além disso queremos o descongelamento do plano de carreira dos funcionários", disse Carvalho.

O diretor do sindicato acrescentou que existe uma ação no Tribunal de Justiça do Rio, que será julgada em dois dias, para impedir o desconto no salário dos profissionais pelos dias de greve. "Cortar o ponto dos professores e funcionários é impedir que o ano letivo se complete. Por isso esperamos que o juiz perceba, que a reposição das aulas, com a qual nós nos comprometemos, estará garantida apenas se o judiciário acertar e o governo não cortar o ponto".

Ainda de acordo com o sindicalista, nesta quarta (6) haverá uma reunião com o secretário estadual de Educação, Wilson Risolia. Alguns bombeiros, funcionários da rede estadual de saúde e policiais civis também compareceram ao protesto como forma de apoio.

A secretaria estadual de Educação informou que a proposta apresentada foi a de que não haveria o desconto desde que houvesse a reposição das aulas. Segundo a secretaria, de 2007 a abril de 2011, a remuneração média do professor que trabalha 16 horas semanais passou de R$ 1.123,30 para R$ 1.279,50, um crescimento de 13,91% Contudo, os que ganham menos, em início de carreira, tiveram um ganho de 52,28% no período, passando de R$ 540,64 para R$ 823,26.

A manifestação foi acompanhada por 20 membros do Batalhão de Choque da Polícia Militar, em cinco viaturas. Segundo a secretaria, a rede estadual de ensino tem 1.457 escolas, 1,1 milhão de alunos e 75 mil professores, sendo 51 mil regentes de turma.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Diretora é condenada por chamar professora de "macaca" em SP

A diretora de uma escola pública de São Paulo foi condenada a um ano de prisão por ter chamado uma professora negra de "macaca". A pena, no entanto, foi convertida no pagamento de um salário mínimo, segundo a coluna Mônica Bergamo, publicada na edição desta quarta-feira da Folha.

A coluna completa está disponível para assinantes da Folha e do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

De acordo com a coluna, Francisca Teixeira disse, ao receber Neusa Marcondes em sua sala: "Entra aqui, macaca, venha assinar esse documento".

A defesa da diretora alegou que ela se referia à "hiperatividade" da professora, que estaria pulando e fazendo brincadeiras com as colegas. A Justiça não aceitou o argumento.

O advogado da diretora, Alexandre Barduzzi Vieira, disse que vai recorrer. "Ela foi infeliz de usar essa palavra, que por si só não pode ter carga suficiente para caracterizar um crime", diz.
Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br