domingo, 29 de novembro de 2015

Decisão do TJ sobre escolas ocupadas já gerou jurisprudência

Jornal GGN - Em decisão sobre a ocupação de uma escola estadual de Diadema, na Grande São Paulo, o juiz André Mattos Soares, da comarca da cidade, utilizou da jurisprudência de outra decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo para negar a reintegração de posse pedida pelo Governo do Estado de São Paulo.  O juiz afirma que o "cumprimento da ordem de reintegração não apresenta, por ora, utilidade", já que o TJ indeferiu a liminar de reintegração de posse das escolas estaduais "situações na comarca da Capital". 
Enviado por Ariel Castro Alves
Decisão do TJ já gerou jurisprudência
Escola de Diadema: Reintegração foi indeferida com base na decisão do TJ
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
COMARCA DE DIADEMA
FORO DE DIADEMA
VARA DA FAZENDA PÚBLICA
Processo nº 1013072-20.2015.8.26.0161 - p. 1
DECISÃO
Classe - Assunto Reintegração / Manutenção de Posse - Esbulho / Turbação / Ameaça
Requerente: Fazenda do Estado de São Paulo
Requerido: Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo
Apeosp e outro
MM. Juiz de Direito: Dr. André Mattos Soares.
Vistos.
Fls. 332/333: o pedido de aplicação de multa ao Sindicato será apreciado no momento processual oportuno.
Juridicamente, nada há o que impeça a expedição de mandado de reintegração de posse, porque a liminar já foi deferida e mantida pelo E. T.J., além do próprio acordo celebrado nos autos. Porém, é de se considerar que, faticamente, o cumprimento da ordem de reintegração não apresenta, por ora, utilidade.
Isto porque, o E. T.J. indeferiu a liminar de reintegração de posse relativamente às escolas estaduais situadas na Comarca da Capital, escolas essas que representam um número expressivo no projeto de reorganização escolar. Ora, se e enquanto vigorar a proibição para as escolas da Capital, o projeto não poderá ser implementado, de modo que o cumprimento da ordem de reintegração para as escolas localizadas nesta Comarca de Diadema não surtirá o efeito prático desejado pelo autor.
Indefiro, pois, ao menos por ora, a execução da ordem de reintegração de posse.
Fls. 335: atentem-se os peticionários para o prazo de fls. 257.
Intime-se.
Diadema, 24 de novembro de 2015.
DOCUMENTO ASSINADO DIGITALMENTE NOS TERMOS DA LEI 11.419/2006, CONFORME IMPRESSÃO À MARGEM DIREITA
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 1013072-20.2015.8.26.0161 e código A5158C.
Este documento foi liberado nos autos em 24/11/2015 às 18:08, é cópia do original assinado digitalmente por ANDRE MATTOS SOARES
INTEGRA DO RELATÓRIO DO DESEMBARGADOR Coimbra Schmidt - OCUPAÇÕES DAS ESCOLAS
PODER JUDICIÁRIO
Publicado em 24 de novembro de 2015
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Registro: 2015.0000881950
ACÓRDÃO
Vistos, relatados e discutidos estes autos do Agravo de Instrumento nº 2243232-25.2015.8.26.0000, da Comarca de São Paulo, em que é agravante FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO - FESP, são agravados APEOESP - SINDCATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO e DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO.
ACORDAM, em 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferir a seguinte decisão: "Indeferiram a liminar. VU. Declararão votos o 2º e 3º juízes.", de conformidade com o voto do Relator, que integra este acórdão. O julgamento teve a participação dos Exmos. Desembargadores EDUARDO GOUVÊA (Presidente) e MAGALHÃES COELHO.
São Paulo, 23 de novembro de 2015
Coimbra Schmidt
RELATOR
Assinatura Eletrônica
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 2243232-25.2015.8.26.0000 e código 204AA38.
Este documento foi liberado nos autos em 24/11/2015 às 18:02, é cópia do original assinado digitalmente por SERGIO COIMBRA SCHMIDT.
fls. 230
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravo de Instrumento nº 2243232-25.2015.8.26.0000 2
Voto nº 30.976
AGRAVO DE INSTRUMENTO nº 2243232-25.2015.8.26.0000 SÃO PAULO
Agravante: FAZENDA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Agravada: APEOESP SINDICATO DOS PROFESSORES DO ENSINO OFICIAL DO ESTADO DE SÃO PAULO
Processo nº 1045195-07.2015.8.26.0053
MM. Juiz de Direito: Dr. Luís Felipe Ferrari Bedendi
AGRAVO DE INSTRUMENTO. Alegada invasão de prédios escolares. Pretensão à emissão de ordem liminar de reintegração de posse. Inadmissibilidade, por não se ver claramente presente a intenção de despojar o Estado da posse, mas, antes, atos de desobediência civil praticados no bojo de reestruturação do ensino oficial do Estado objetivando discussão da matéria. Antecipação de tutela recursal denegada, processando-se o recurso. Agravo de instrumento tirado pelo réu da decisão reproduzida a f. 201/10, que, em ação de interdito proibitório, revogou as decisões autorizantes da reintegração da posse dos prédios que sediam as escolas estaduais Fernão Dias Paes e Presidente Salvador Allende Gossens.
Argumentando não apenas com a lobrigada ilegalidade da situação como, também, com os prejuízos que as ocupações estão atrazer ao desenvolvimento das atividades docentes e o próprio efeito multiplicador que a decisão vergastada provocou, pede restauração das ordens anteriores, com extensão a todas as escolas públicas da Capital. Pede, outrossim, que tal se dê mediante antecipação da tutela recursal.
É o relatório.
A uma primeira leitura, os movimentos que, pela ocupação, buscam a abertura de diálogo com o Estado objetivando revisão da eestruturação da rede oficial de ensino podem estar apartados dos parâmetros do art. 5º, XVI, da CR, que aponta como não absoluto o direito de reunião (e, por consequência, de manifestação). Norma esta que está em conformidade com os arts. 19 e, notadamente, 21 do Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, adotado pela Resolução nº 2200 A (XXI) da Assembléia Geral da ONU, de 16 de dezembro de 1966 e em vigor desde 23 de março de 1976.
Não discutirei o que possa estimular o movimento, endossando ou não a crítica feita por José Fucs em seu blog sob o título O que está por trás da ocupação das escolas em SP1. Minha inclinação, aliás e isso ficou bem claro no Agravo de Instrumento nº 2241417-90.2015.8.26.0000 era prestigiar a decisão revista por aquela que constitui objeto específico deste recurso.
Ao despachar pertinentes manifestações da Defensoria Pública e do Ministério Público, concluiu o MM. Juiz a quo, de forma percuciente, que as ocupações - realizadas majoritariamente (g.m.) pelos estudantes das próprias escolas, buscam que as ocupações - realizadas majoritariamente pelos estudantes das próprias escolas, daí advindo, basicamente, a revisão contra a qual se insurge o Estado.
E caso se faça pequena regressão, concluir-se-á que o ato contra o qual se rebelam os estudantes (não apenas eles) pode ter pecado por não ter sido previamente submetido à discussão da comunidade, como preconiza o preceito contido no art. 14 da Lei nº 9.394, de 1996, segundo o qual há de ser democrática a gestão do ensino público na educação básica.
1 Em “espoca.globo.com/colunas-e-blogs/blog-do-fucs/noticia,2015/11/o-que-esta-por-tras-daocupação-das-escolas-em-são-paulo.html”.
Deveras, não se tem notícia de discussão pública sobre matéria que afetará diretamente o cotidiano de milhares de famílias, em sua grande maioria de menor poder aquisitivo, mercê do remanejamento que se pretende impor.
Não é o caso de discutir o mérito do ato, questão alheia ao objeto do recurso. O momento cinge-se, exclusivamente, à aferição da pertinência ou não da tutela provisional pleiteada pelo Estado em busca da desocupação de unidades escolares da Capital.
Descartadas algumas manifestações menos elegantes ouvidas na audiência realizada dia 19 último, o que se constatou foi o envolvimento da comunidade na questão e o propósito dos estudantes (ao menos daqueles cerca de trinta, que, representando seus colegas, por dois momentos reuniram-se em privado com a Defensora Pública Dra. Daniela S. de Albuquerque) em discuti-la com seriedade e uma profundidade mínima; desiderato este que, a uma primeira reflexão, dificilmente seria obtido via da proposta então apresentada pelo Senhor Secretário de Estado da Educação, Prof. Herman Jacobusd C. Voorwald, porquanto apertado o calendário proposto. 
Não se antevê, em suma, o animus possidendi ou o animus rem sibi habendi, autorizantes do tratamento possessório da matéria, mas, antes, expressões de desobediência civil frente à autêntica violência cívica de que se consideram vítimas os manifestantes.
Ademais, não apenas não se veem condições para segura desocupação como também se constata a ocorrência de atividades culturais, o que é muito positivo para o debate e para o aperfeiçoamento intelectual da comunidade.
Assim, na busca da conciliação dos relevantes interesses; um o direito fundamental conferido aos jovens à educação; outro o da defesa da forma do exercício desse direito, ainda que visse como solução conciliatória o fim das ocupações, mas sem desmobilização, hoje lobrigo dificuldades práticas em tal, ante a desconfiança dos protagonistas da mobilização que se há de afastar, por palavras e gestos quanto aos propósitos do Executivo na condução do problema.
Isso sem cogitar da possibilidade da prática de atos de vandalismo por parte de pessoas com maus propósitos, objetivando desacreditar o movimento de sorte a imputar responsabilidade a, justamente, quem está a velar pela preservação do patrimônio comum. E o noticiário não dá conta da ocorrência de depredações, o que é relevante e saudável.
Vem daí a ideia de manter o statu quo, sem embargo de conclamar os ocupantes a permitir o retorno das atividades docentes em paralelo com sua mobilização e, sobretudo, os interessados em continuar com o diálogo, agora sob a condução da experiente advogada Dra. Márcia Aparecida da Silva, integrante do corpo de conciliadores e mediadores de Segunda Instância, especializanda em Educação que vem se empenhando para o encontro de solução conciliatória.
Ante isso, em suma, denega-se o pedido antecipatório formulado pelo agravante.
À contrariedade, ouvindo-se, sucessivamente, agravada, Defensoria Pública e Procuradoria Geral de Justiça.
Comunique-se.
COIMBRA SCHMIDT
Relator
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 2243232-25.2015.8.26.0000 e código 204AA38.
Este documento foi liberado nos autos em 24/11/2015 às 18:02, é cópia do original assinado digitalmente por SERGIO COIMBRA SCHMIDT
Para conferir o original, acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 2243232-25.2015.8.26.0000 e código 204AA38.
Este documento foi liberado nos autos em 24/11/2015 às 18:02, é cópia do original assinado digitalmente por SERGIO COIMBRA SCHMIDT.
fls. 233
PODER JUDICIÁRIO
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAULO
Fonte: http://www.jornalggn.com.br/

ORIENTAÇÕES JURÍDICAS PARA ESCOLAS DE LUTA!


Vários advogados companheiros estão fortalecendo a luta dos estudantes e evitando abusos tanto da PM quanto das diretoras e dirigentes de ensino. Aí vai um cartaz esclarecendo e orientando os alunos para casos de eventuais problemas. Muitas das acusações e tentativas de desmobilização que estão sendo feitas podem ser resolvidas com essas informações. 


Compartilhe e fortaleça as ocupações!







Fonte: https://www.facebook.com/mal.educado.sp

Vale do Rio Doce: Documentário



 QUANTO VALE A VALE?

 *Responda após assistir o Buraco do Rato

 A Vale num vale nada. Uma empresa sem escrúpulos, sem moral, que usa de subterfúgios para atingir a meta do lucro a qualquer custo.

 Privatizada a preço de banana no governo Fernando Henrique Cardoso, seguiu minerando, destruindo, poluindo e matando sem qualquer interferência do Estado Brasileiro. Suas principais ferrovias e portos foram construídos com dinheiro público, não, mas isso não retornou em impostos para estados e municípios, pois a Vale é beneficiada por uma porção de isenções fiscais.
 Veja um exemplo, em 1997, ano da privatização fraudulenta da Vale, é beneficiada pela Lei Kandir, que entre outras coisas isenta de ICMS a exportação de produtos manufaturados. Só entre 1996 e 2013, só de ICMS a Vale deixou de pagar, pelo benefício da Lei Kandir, R$ 20 bilhões só para o estado do Pará.
 O Estado do Pará, que teve tantas vezes sua história manchada de sangue pela Vale. Em 1996, trabalhadores do MST faziam uma marcha pacífica em Eldorado dos Carajás, mas a Vale queria passar com seus caminhões de minérios, então arcou com todas as despesas para que a Polícia Militar acabasse com a manifestação (estes dados constam nos autos dos processos). Dezenove trabalhadores do MST foram brutalmente assassinados na operação.
 Mas não lhe cabem só estas mortes. Quantos funcionários perderam suas vidas trabalhando em suas operações? Quantos perderam a vida atropelados pelos seus trens de minérios? Quantos morreram doentes pela contaminação da água, do solo e do ar? Mas só isso não era suficiente, ela espiona, infiltra pessoas nos movimentos, ela quer impor uma ditadura dentro do estado brasileiro. Em maio de 2013, o ex-funcionário do departamento de segurança empresarial da Vale, André Almeida entrou com uma representação no Ministério Público Federal do Rio de Janeiro.
Uma infinidade de emails, planilhas, fotos, vídeos e notas fiscais foram apresentados por ele como evidências do que a Vale fez: infiltração em movimentos sociais, o pagamento de propinas a funcionários públicos da polícia federal e de órgãos justiça em São Paulo com o objetivo de obter informações para investigações internas.
 Quebra de sigilo bancário, acesso ilícito à informações reservadas da Receita Federal, e do sistema infoseg, grampos telefônicos e dossiês de políticos, representantes de movimentos sociais e jornalistas.
 O Buraco do Rato, produzido pelo Comitê retrata esta história.
 Depois de assisti-lo, nos responda: Quanto Vale a Vale?

A casa caiu para o governo de São Paulo ! Vazou o áudio de uma reunião com dirigentes! Assustador! Vejam!




Em reunião com 40 dirigentes de ensino, braço direito do secretário Herman anuncia que o decreto da “reorganização” sai na terça e lança estratégia para “isolar” e “desmoralizar” as escolas em luta, com o apoio da Polícia Militar


Por Laura Capriglione, especial para os Jornalistas Livres, às 14h de 29/11/2015



Em reunião realizada agora há pouco, na antiga escola Normal Caetano de Campos, a primeira escola pública de São Paulo na era republicana, cerca de 40 dirigentes de ensino do Estado de São Paulo receberam instruções de Fernando Padula Novaes, chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald, sobre como deverão agir a partir de amanhã para quebrar a resistência de alunos, professores e funcionários que estão em luta contra a reorganização escolar pretendida pelo governador Geraldo Alckmin.
A reunião foi realizada em uma sala anexa ao próprio gabinete do secretário. Jornalistas Livres estavam lá e escutaram o chefe de gabinete anunciar para os dirigentes de ensino que o decreto da “reorganização sai na [próxima] terça-feira”. Segundo ele, “estava pronto na quinta passada (26/11) para o governador assinar”, mas pareceria que o governador não “tinha disposição para o diálogo”. A maioria na sala (todos “de confiança” do governo), suspirou de alívio, e Padula emendou: “Aí teremos o instrumento legal para a reorganização”.
Trata-se de uma gravação esclarecedora, que merece ser ouvida em sua íntegra pelo que tem de revelador. Nela, o chefe de gabinete Padula repete inúmeras vezes que todos ali estão “em uma guerra”, que se trata de organizar “ações de guerra”, que “a gente vai brigar até o fim e vamos ganhar e vamos desmoralizar [quem está lutando contra a reorganização]”. Fala-se da estratégia de isolar as escolas em luta mais organizadas. Que o objetivo é mostrar que o “dialogômetro” do lado deles só aumenta, e que a radicalização está “do lado de lá”.
Também importante foi o ponto em que o chefe de gabinete falou da estratégia de “consolidar” a reorganização. A idéia é ir realizando as transferências, normalmente, deixando “lá, no limite” aquela escola que estiver “invadida”. Segundo ele, o máximo que ocorrerá será que aquela escola “não começará as aulas como as demais”.
A reunião mencionou também o papel de apoio que a Secretaria de Segurança Pública, do secretário Alexandre de Moraes, está tendo, fotografando as placas dos veículos estacionados nas proximidades das escolas, e identificando os seus proprietários. Com base nessas informações, a Secretaria de Educação pretende entrar com uma denúncia na Procuradoria Geral do Estado contra a Apeoesp.
Padula contou como procurou o cardeal arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer, “A gente precisa procurar todo mundo, não é?”, dele recebendo a orientação para responder aos que se opõem à “reorganização”. “Vocês precisam responder”, teria dito dom Odilo ao chefe de gabinete do secretário Herman Jacobus Cornelis Voorwald. Dom Odilo teria afirmado ainda que “as ocupações nas escolas têm o objetivo de desviar o foco de Brasília”.
Foi interessante notar que a mesma reunião que insistia em denunciar a presença de partidos e organizações radicais entre os meninos e meninas contou com o anúncio solene da presença de um militante do Movimento Ação Popular, ligado ao PSDB e presença frequente nas manifestações pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.

domingo, 22 de novembro de 2015

"Lenin: teoria e prática revolucionária" - Gratuito



Unesp lança "Lenin: teoria e prática revolucionária"
Livro da Oficina Universitária da FFC está disponível para download gratuito


O livro "Lenin: teoria e prática revolucionária", que acaba de ser publicado pela Oficina Universitária, selo do Laboratório Editorial da Faculdade de Filosofia e Ciências da Unesp, Câmpus de Marília é o resultado de um esforço coletivo que teve início com o "VI Seminário Internacional Teoria Política do Socialismo - Lenin 90 anos depois: política, filosofia e revolução" realizado em 2014.

Disponível para consulta e download gratuito, em PDF, a obra é organizada pelos docentes Anderson Deo, Antonio Carlos Mazzeo e Marcos Del Roio. No site da Oficina Universitária também é possível solicitar a impressão do livro por demanda e consultar outros títulos do selo.

Sobre o livro

A iniciativa para organização do evento partiu do Grupo de Pesquisa Núcleo de Estudos de Ontologia Marxiana - Trabalho, Sociabilidade e Emancipação Humana (NEOM), do Grupo de Pesquisa Cultura e Política do Mundo do Trabalho, do Instituto Caio Prado Júnior, do Instituto Astrojildo Pereira e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Unesp de Marília.

Os capítulos que compõem a obra resultam das comunicações e debates ministrados pelos conferencistas durante esse seminário, realizado no ano que marca a efeméride do nonagésimo aniversário da morte de Lenin. O livro é uma importante iniciativa para o resgate e difusão da problemática teórica e prática proposta por Lenin, sobretudo entre as novas gerações, e traz um prefácio de Miguel Vedda, professor titular regular de Literatura Alemã, da Faculdade de Filosofia e Letras da Universidade de Buenos Aires, e membro do conselho editorial da revista Herramienta.

- Clique aqui para fazer o download de "Lenin: teoria e prática revolucionária"
Ou aqui! 

Lenin: teoria e prática revolucionária
Assunto: Ciências Sociais
Organizadores: Anderson Deo; Antonio Carlos Mazzeo & Marcos Del Roio
ISBN: 978-85-7983-680-0
Páginas: 418
Ano: 2015

Assessoria de Comunicação e Imprensa


segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Mais de 25 cidades protestam contra o fechamento de escolas no estado de São Paulo


São Paulo
E.E. Padro Saboia, Zona Sul de São Paulo
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E.E. João Ernesto Baschim, Jabaquara
Alunos da E.E. Calhim Manuel Abud, Zona Sul


Alunos da E.E. Carlos Gomes, Leste II


Estudantes da E.E. Carlos Gomes, Leste II


Alunos da E.E. Raul Fonseca, segue o link:
https://www.facebook.com/gabriela.reis.18041/videos/988994027829560

Osasco
Alunos e professores da E.E.Tarsila do Amaral

https://www.facebook.com/giseledemello/videos/1024352720928354/
Manifestação de alunos e professores no Bairro Piratininga, Zona norte de Osasco.

Fonte: http://correiopaulista.com/2013/moradores-protestam-contra-fechamento-de-escolas-estaduais-em-osasco/

Guarulhos
Manifestação dos Alunos das escolas da Diretoria Guarulhos Sul.
https://www.facebook.com/FiscalizaGuarulhos/videos/617391075029892/
Guarulhos Norte
https://www.facebook.com/magali.batista.33/videos/976833365673424/

Ribeirão Preto
Manifestação das E.E. “Prof. Pedreira de Freitas”, E.E. Paiva I e outras na frente da Diretoria de Ensino

Professores e alunos protestam contra o fechamento de escolas em Ribeirão Preto

Fonte: www.jornalacidade.com.br/multimidia/galeriadefotos/GFOT,0,3,16930,Alunos+e+professores+protestam+contra+o+fechamento+de+escolas+estaduais+em+Ribeirao+Preto.asp
Vídeo: www.facebook.com/acidaderibeirao/videos/1143253299035777/
Cantanduva
Manifestação do estudantes, professores e responsáveis na frente da Camara dos vereadores da Araçatuba, Votuporanda e Cadanduva
Veja o vídeo em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sao-jose-do-rio-preto-aracatuba/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/estudantes-do-noroeste-paulista-fazem-protesto-contra-mudancas-anunciadas-pelo-governo/4510438/
Araçatuba
No dia 2, de outubro, estudantes da E.E. prof Maria Aparecida Balthazar, E.E Maria do Carmo Lélis e de demais escola estiveram em marcha na frente da câmara municipal de Araçatuba contra a reorganização escolar

Fonte: http://www.blogdoconsa.com.br/2015/10/protestos-contra-fechamento-de-escolas.html?spref=fb
Votuporanga
Fotos da Manifestação em Votuporanga

Hortolândia
Ato dos alunos da E.E. Raquel Saes Melhado

São José dos Campos
Video da manifestação dos alunos e professores em São José dos Campos. https://www.facebook.com/maria.i.noronha.5/videos/10200814908252344
Lenções Paulista
Video de ato na E.E. Antonieta Grassi Malatrasi, em lençóis paulista https://www.facebook.com/billy.mao.50/videos/10204709310962100/
Lençóis Paulista contra o fechamento da E. E. Antonieta Grassi Malatrasi https://www.facebook.com/billy.mao.50/videos/10204709310962100/?fref=nf
Cachoeira Paulista
Protesto dos alunos e professores E.E Bairro Embauzinho
https://www.facebook.com/100002240197544/videos/903259329758732/
Santos
Alunos e professores lutam na E.E. Cleobulo Amazonas Duarte
Leme
Manifestação dos alunos e professores da E.E Profª Altimira Pinke de Leme, no fechamento da escola no Sábado.
http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2015/10/leme-sp-realiza-manifestacao-contra-mudancas-em-escolas-estaduais.html‬‬‬
Araras
Manifestação em Araras na praça barão de araras reuniu 200 pessoas.
Ibitinga
http://ibitingadiario.com/noticias/educacao-e-saude/dia-e-marcado-por-manifestacao-de-estudantes/?utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=Postcron.com
Bauru
Ayrton Busch, no parque Jaraguá http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2015/09/pais-e-alunos-fecham-rua-e-ateam-fogo-durante-protesto-em-bauru.html
Jau https://www.facebook.com/leandro.rozatte/videos/1127417443953419/
Itapetininga http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/tem-noticias-1edicao/videos/t/edicoes/v/professores-e-alunos-de-escolas-estaduais-em-itapetininga-protestam-contra-reestruturacao/4507714/
Paraguaçu Paulista http://www.i7noticias.com/paraguacu/noticia/22130/alunos-e-professores-protestam-em-paraguacu-contra-a-reestruturacao-da-escola-cene-
Itapetiniga http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2015/10/professores-e-estudantes-protestam-contra-reestruturacao-em-itapetininga.html
Agudos http://g1.globo.com/sp/bauru-marilia/noticia/2015/09/alunos-e-professores-protestam-em-tupa-contra-fechamento-de-escolas.html https://www.facebook.com/fernando.ana.750/videos/1684090761833390/
Guaratinguetá
Alunos junto com seus responsáveis da E.E. Ernesto Quissak, no dia 2 de outubro. Marcado manifestação na frente câmara municipal, no dia 6 de outubro.
Assis
http://www.assiscity.com/?id=245-49450
Atos por vir
Dia 5 de outubro, em Ribeirão Pires, as 14h00, na diretoria de ensino de Mauá.
Dia 5 de outubro, em Taboão da Serra,
Dia 5 de outubro, em Osasco, na frente da DE, as 15h00. https://www.facebook.com/events/639401262868319/
Dia 6 de outubro, em Ribeirão Preto, as 12h30. https://www.facebook.com/events/518658634959673/
Dia 7 de outubro, em São Paulo. https://www.facebook.com/events/1619501238313373/
Dia 8 de outubro, as 18h30, São Paulo, Zona sudoeste, E.E. Architiclino Santos. https://www.facebook.com/events/168518230156835
Dia 8 de outubro, em São Carlos https://www.facebook.com/events/592729014208145/
Dia 9 de outubro, em são Paulo, zona sul, Jabaquara as 17h00. https://www.facebook.com/events/509298382581065/
Dia 9 de outubro, em São Paulo, mooca, 06h50 https://www.facebook.com/events/489592924552239/
Dia 9 de outubro, em Itapecerica da Serra, as 14h00 https://www.facebook.com/events/178737369129154/
Dia 9 de outubro, em Araraquara, as 16h00, ato em frente da câmara do vereadores. https://www.facebook.com/events/1649541935263174/
*Agradecemos a Profa Alerne Sandra por ajudar no levantamento dos atos
Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br

Espalham-se mobilizações contra a "Reorganização Escolar" de Alckmin


Após quase duas semanas da divulgação pela Secretaria Estadual de Educação do Estado de São Paulo (SEE-SP) do plano de “Reorganização Escolar”, já começam a ficar mais claras as reais intenções do governo estadual. Boa parte já havíamos apontado em artigo anterior sobre essa questão se concretiza 

- Fechamento de escolas: Como a própria SEE-SP informou “A reorganização poderá levar até ao fechamento de algumas unidades [...] “(1) Essa “Reorganização escolar” representa um profundo ataque a professores, estudantes e pais. Ao afirmar falaciosamente que necessita adequar uma rede projetada para 6 milhões de estudantes, mas que “só” tem 4 milhões, a SEE-SP está tentando justificar o fechamento de centenas de escolas em todo o Estado. Como podem afirmar tal coisa se a maioria das salas na rede estadual são superlotadas, só podendo ser abertas com 40 alunos em lista? Não sobram, faltam escolas. Afinal, se o máximo permitido fosse de 25 alunos por sala, o que começaria a viabilizar as aulas, os “espaços ociosos” se tornariam, ao contrário, insuficientes.
- Superlotação das escolas que continuam existindo: Mesmo as escolas que não serão fechadas sofrerão com esse processo. Imaginem uma escola com 10 salas, 40 alunos por sala, que funcione em 2 períodos (manhã e tarde). Isso significa 800 alunos e entre 10 e 20 professores. Após a escola fechar, para onde vão esses alunos? Para a escola mais próxima de sua residência num raio de 1,5km. E os professores? Mesma situação. O que ocorre então com as escolas que não fecham? Superlotação de salas.
- Professores efetivos “adidos”: para os professores existe ainda outro problema. Fecham-se as escolas, diminui o número de aulas disponíveis e aumenta a probabilidade, em especial para os professores que recentemente ingressaram, de ficarem “adidos” (quando o professor não tem à sua disposição o número mínimo de aulas para cumprir sua jornada). Imagine um Professor de Sociologia que ingressou no último concurso (2013-2014), tendo assim pontuação baixa na atribuição, mas ainda conseguindo pegar aulas em sua escola sede. Porém, como fecharam a escola vizinha, outro professor mais velho, com altíssima pontuação vem e toma seu lugar. Esse professor terá que atribuir, agora, aula, quando existir essa possibilidade, na Diretoria de Ensino sendo obrigado a lecionar em 3, 4 escolas para cumprir sua jornada mínima. Se as aulas não estiverem disponíveis, o professor receberá basicamente um salário mínimo, tendo que cumprir permanência de 10 aulas semanais.
- Professores categoria F exonerados: as Diretorias de Ensino estão sendo claras. Com o alto número de professores efetivos que ficarão adidos em 2016, muitos professores “estáveis” (ou o chamado categoria F) terão que atribuir aulas independente da distância, mesmo em outras diretorias de ensino. Caso se recusassem, serão exonerados.
- Municipalização das escolas estaduais: separando as escolas por ciclos, o que não tem nada a ver com “melhora da aprendizagem”, o estado só quer se livrar do ônus que é a educação para o orçamento do estado, desconsiderando o impacto que isso terá na vida de professores, pais e alunos, jogando a responsabilidade para os municipios que tem um orçamento menor.
- Servidores técnico-administrativos e trabalhadores terceirizados demitidos: realocação de funcionários para “onde existir espaço”, demissão dos trabalhadores e trabalhadoras terceirizadas das escolas fechadas.
A verdadeira intenção de Alckmin é só uma: CORTE DE CUSTOS. É o ajuste fiscal do PSDB querendo que a classe trabalhadora, que depende da escola pública, seja prejudicada em prol da manutenção dos privilégios das classes dominantes. Porém, professores, pais e estudantes estão em mobilização intensa em quase 20 cidades em todo o estado.

Professores e alunos tomam as ruas contra esse novo ataque

Tupã
Milhares de professores, pais e estudantes tomam as ruas do estado de São Paulo contra o ajuste fiscal do governo Alckmin na educação.
Em Tupã-SP 300 alunos e professores se manifestaram contra o fechamento da escola Lélio Toledo Piza e Anísio Carneiro:

Guarulhos
Em Guarulhos – SP, quase 800 estudantes tomaram as ruas contra a reestruturação:

Ibitinga 
Em Ibitinga-SP cerca de 1 mil professores e alunos protestaram na manhã do dia 2/10/2015 contra a reestruturação na rede estadual e o fechamento da escola estadual Iracema de Oliveira Carlos:
Em muitas outras localidades segue a mobilização da classe trabalhadora contra esse novo e mais forte ataque do governo tucano contra a educação Pública.

Jaú
 - Protesto contra a reestruturação e fechamento da escola estadual Major Prado em Jaú-SP:

 Hortolândia
- Protesto contra a reestruturação em Hortolândia – SP:

 Presidente Prudente

- Protesto contra a reestruturação em Presidente Prudente – SP:
Fonte: Hortolândia







 Leme

- Protesto contra a reestruturação em Leme – SP:

 São Paulo Capital  - Zona Leste
- Protesto contra a reestruturação e fechamento de escola na Capital (Zona Leste):

 Ribeirão Preto
- Protesto contra a reestruturação e fechamento de 4 escolas em Ribeirão Preto – SP:

 Osasco
- Protesto contra a reestruturação e fechamento de 7 escolas em Osasco – SP:

 Agudos
- Protesto contra a reestruturação em Agudos – SP:


 Poá
- Protesto contra a reestruturação em Poá – SP e contra o fechamento de uma escola:

 Catanduva
- Protesto contra a reestruturação em Catanduva-SP:

 Martinópolis

- Protesto contra a reestruturação e fechamento de escolas em Martinópolis – SP





Rancharia
 


Itapetininga
 
- Protesto contra a reestruturação em Itapetininga-SP:

São José dos Campos
 
- Protesto contra a reestruturação em São José dos Campos – SP, ver vídeo no link:  https://www.facebook.com/maria.i.noronha.5/videos/10200814908252344/

 Santos
- Protesto contra a reestruturação e contra o fechamento do Colégio Cleóbulo em Santos-SP, ver vídeo no link: https://www.youtube.com/watch?v=jWuX5f7ffWw&feature=youtu.be

 Araçatuba