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quinta-feira, 13 de abril de 2017

Relatores da ONU denunciam Escola sem Partido e apontam ‘censura’ no projeto

Em documento enviado ao governo brasileiro, relatores da ONU denunciam as iniciativas legislativas no País com base no Programa Escola sem Partido e alertam que, se aprovadas, as leis podem representar uma violação ao direito de expressão nas salas de aulas e uma “censura significativa”.
A manifestação foi enviada ao governo de Michel Temer pelos relatores da ONU para Liberdade de Expressão, David Kaye, pela relatora para a Educação, Boly Barry, e pelo relator de liberdade religiosa, Ahmed Shaheed.
O centro do alerta são dois projetos de lei que estão no Congresso e que, caso aprovados, os relatores da ONU consideram que representarão uma “restrição indevida ao direito de liberdade de expressão de alunos e professores no Brasil”, com um impacto no ensino no País em diversos temas.
Se aplicadas, as leis serão ainda consideradas como uma “censura significativa”. Na avaliação dos três especialistas, os projetos vão “restringir o direito do aluno de receber informação” e abrem brechas “arbitrárias” para que autoridades e os pais interfiram nas escolas. Os relatores pedem que os projetos sejam revistos para que atendam aos padrões internacionais de direitos humanos.
Os representantes da ONU ainda deram um prazo de 60 dias para que o governo responda se existe algum tipo de evidência empírica que sugira a necessidade da aplicação da lei da “Escola sem Partido” no Brasil. O grupo também deixa claro que, se aplicado, o programa representará uma “violação” dos compromissos assumidos pelo País em educação e liberdades.
O princípio do projeto é o de incluir os fundamentos do “Escola sem Partido” nas diretrizes e bases da educação nacional. O intuito é que as leis sejam estabelecidas para impedir que professores promovam suas crenças políticas ou religiosas em sala de aula e mesmo que incitem estudantes a participarem de protestos.
No campo religioso, alguns dos projetos abrem a possibilidade para que os pais possam determinar como outras religiões que não as suas sejam ensinadas. Cerca de nove Estados brasileiros tinham projetos sendo debatidos em suas câmaras legislativas, além dos dois textos também no Congresso em Brasília.
Orientação sexual
Outro fato que chamou a atenção da ONU foi a retirada, no dia 6 de abril, do termo “orientação sexual” dos textos dos currículos escolares que foram entregues ao Conselho Nacional de Educação.
Para os relatores ONU, os projetos de lei “geram preocupações com relação à interferência no direito à liberdade de expressão de professores e educadores”. Na avaliação dos relatores, o projeto não traz definições sobre o que seria “neutralidade religiosa e política” e apenas apresenta conceitos, sem qualquer tipo de esclarecimento.
Homofobia
De acordo com os peritos, os textos, portanto, podem impedir qualquer tipo de discussão sobre gênero e diversidade sexual, o que é “fundamental para prevenir estereótipos de gênero e atitudes homofobias por estudantes”.
Outro alvo de críticas é a falta de definição sobre o que seria “doutrinação ideológica”, que deixa margem para interpretação e permite que “virtualmente qualquer prática educacional de um professor possa ser classificada como doutrinação e fará a escola uma continuação do ambiente doméstico, e não uma instituição de educação”.
O documento ressalta que, sem definição, a lei permite que “virtualmente qualquer prática pode ser condenada” e pode “prevenir o desenvolvimento de um pensamento crítico entre estudantes e a habilidade de refletir, concordar ou discordar com o que é exposto em aulas”.
Fonte: http://istoe.com.br/relatores-da-onu-denunciam-escola-sem-partido-e-apontam-censura-no-projeto/

ONU SE MANIFESTA CONTRA O “ESCOLA SEM PARTIDO” E CITA MUDANÇAS NA BASE CURRICULAR

ONU SE MANIFESTA CONTRA O “ESCOLA SEM PARTIDO” E CITA MUDANÇAS NA BASE CURRICULAR



Por meio de denúncia e incidência da Campanha Nacional pelo Direito à Educação e do IDDH (Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos), relatorias especiais do Alto Comissariado de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas lançam posicionamento que denuncia os efeitos do programa “Escola Sem Partido” no Brasil
Em comunicado publicado hoje, 13/04, Koumbou Boly Barry, Relatora Especial para o Direito Humano à Educação; David Kaye, Relator Especial para Promoção e Proteção do Direito à Liberdade de Opinião e Expressão; e Ahmed Shaheed, Relatora Especial para Liberdade de Religião e de Crença, e enviaram uma carta questionando o Estado Brasileiro acerca dos efeitos gerados pelo programa “Escola Sem Partido” no Brasil, especialmente no que tange os Projetos de Lei 867/2015 e 193/2016, recomendando a tomada de atitudes necessárias para conduzir uma revisão dessas proposições, assegurando sua conformidade com a base dos direitos humanos internacionais – o que inclui a Constituição Federal de 1988 da República Federativa do Brasil.
O documento traz um histórico acerca do movimento “Escola Sem Partido” desde 2004, passando pela apresentação  e tramitação dos projetos de lei, até a retirada pelo Ministério da Educação (MEC) dos termos “orientação sexual” e “identidade de gênero” da última versão da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), enviada na semana passada para o Conselho Nacional de Educação (CNE). O documento explicita também o caso do secretário paulistano de educação Alexandre Schneider versus vereador Fernando Holiday.
A carta cita ainda o posicionamento contra o projeto da Comissão Internacional de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA), após denúncia e sustentação oral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Além disso, relatam o amplo posicionamento contrário do Ministério Público Federal (MPF) e da Advocacia Geral da União (AGU), de especialistas, organizações sociais, estudantes e educadores, inclusive em pesquisa de opinião realizada pelo site do Senado Federal, que contou com a participação de mais de 390 mil pessoas, sendo a maioria contrária ao “Escola Sem Partido”.
Os relatores reiteraram que o Artigo 19 do Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, ratificado pelo Brasil em 1992, protege a todos o direito à opinião, sem interferências, e o direito a buscar, receber, e partilhar informações e ideias de todos tipos, independentemente de fronteiras ou meios.  Ainda com base no Artigo 19, explicitaram seu caráter de “necessidade” e não somente como “útil, desejável ou razoável”, o que implica em acesso e proporcionalidade.
Diante dos projetos de lei, o documento afirma que a “discussão sobre gênero e diversidade sexual é fundamental para prevenir estereótipos de gênero e atitudes homofóbicas entre estudantes” e que “por não definir o que é doutrinação política e ideológica, (…) a proposição permite que quaisquer práticas pedagógicas dos professores sejam consideradas como doutrinação, tornando a escola uma extensão do ambiente doméstico antes de uma instituição educacional que proveja novas perspectivas”. Os relatores explicitam ainda que o projeto apresenta o risco de impedir “o desenvolvimento de um pensamento crítico nos estudantes e a habilidade de refletir, concordar ou discordar com o que está exposto em aulas”.
Os relatores destacam também o parecer com conclusões do Comitê sobre os Direitos da Criança (CRC/ONU), de 2015, que, dando luz aos artigos 2, 3, 6 e 12 da Convenção dos Direitos da Criança, ratificada pelo Brasil em 1990, recomendou ao Brasil “b) decretar legislação que proíba discriminação ou incitamento de violência com base em orientação sexual e identidade de gênero assim como continuar o projeto “Escola Sem Homofobia”;  c) priorizar a eliminação de atitudes patriarcais e estereótipos de gênero, inclusive por meio de programas educacionais e de sensibilização”. Esse documento foi fruto de incidência da Campanha Nacional pelo Direito à Educação junto aos comissionados em momentos prévios à sessão com o Brasil em outubro de 2015.
“É uma grande conquista o posicionamento da comunidade internacional contra o cerceamento da liberdade de expressão dos professores no Brasil, que tem prejudicado a qualidade da educação e colocado em xeque a primazia dos Direitos Humanos e dos princípios constitucionais. Vamos continuar nesse enfrentamento, sem descansar”, afirmou Daniel Cara, coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação.
Processo de denúncia
***
Após participar de eventos públicos e debates no Brasil, a Campanha Nacional pelo Direito à Educação foi à Genebra, em novembro de 2016, para levar denúncia aos relatores sobre o impacto do programa “Escola Sem Partido” ao direito à educação e ao direito à liberdade de opinião e expressão dos educadores. Em dezembro de 2016, o coordenador geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, fez sustentação oral contra o programa “Escola Sem Partido” perante o Estado Brasileiro no âmbito da reunião da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA). No dia 7 de março, Daniel Cara foi expositor em audiência pública realizada no âmbito da Comissão Especial do Programa Escola Sem Partido na Câmara dos Deputados. A Comissão Especial é composta, majoritariamente, por defensores do PL.
No processo deste mês de denúncias na Pré-Sessão do RPU da ONU, quem liderou a incidência da sociedade civil no tema é o Instituto de Desenvolvimento dos Direitos Humanos (IDDH) e a Campanha Nacional pelo Direito à Educação, por meio da interlocução com diplomatas e representantes de organismos internacionais. A Pré-Sessão é o momento específico para a sociedade civil se manifestar no âmbito deste mecanismo da ONU para avaliação mútua entre Estados (governos nacionais) quanto à situação de direitos humanos.
Fernanda Lapa, coordenadora executiva do Instituto de Desenvolvimento e Direitos Humanos (IDDH), com a colaboração da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, fizera um discurso impactante, em uma sala cheia de diplomatas e representantes de países de todos os continentes do mundo, veículos de imprensa e organismos internacionais.
“Os diplomatas ficaram tocados com as informações que apresentei em meu discurso, listando fatos ocorridos nos últimos três anos, como a retirada da palavra gênero dos planos municipais, estaduais e nacional de educação, além das consequências de toda essa onda conversadora que vivemos no Brasil. Muitos também ficaram perplexos com a existência de projetos de lei como o programa ‘Escola sem Partido’, que impacta diretamente na liberdade de expressão de docentes e no acesso à educação de qualidade aos estudantes brasileiros. O que eu não imaginava é que, enquanto em embarcava de Genebra para o Brasil, logo após a atividade na ONU na última sexta-feira, comprovamos o que apresentamos, os retrocessos seriam concretizados via anuncio do MEC de retirar as questões de gênero e orientação sexual da Base Curricular e com o caso das escolas de São Paulo, inspecionadas por vereadores, levando a quase demissão do secretário municipal de educação Alexandre Schneider”, afirmou Fernanda, sobre seu discurso.
Maria Rehder, coordenadora de projetos da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, esteve na Pré-Sessão, juntamente com Fernanda, e permaneceu nos dias subsequentes, em atividades de uma série de reuniões com diplomatas e organismos de direitos humanos das Nações Unidas, com o objetivo de apresentar a atualização e a gravidade dos fatos anunciados desde sexta-feira no Brasil, acerca da última versão da Base Nacional Comum Curricular.
Informações para a Imprensa
Andressa Pellanda
andressa@campanha.org.br
(11) 98285.3484
Fonte: http://campanha.org.br/direitos-humanos/onu-se-manifesta-contra-o-escola-sem-partido-e-cita-mudancas-na-base-curricular/

domingo, 9 de abril de 2017

Vereador Fernando Holiday entra em escolas para ‘fiscalizar’ professores


‘Holiday não é supervisor de ensino, ele não tem formação para fiscalizar o ensino’, diz Carlos Giannazi. | Foto: Reprodução e Produção/Facebook

Felipe Mascari

Da RBA

O deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL) protocolou na manhã desta terça-feira (4) uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e outra, na Corregedoria da Câmara Municipal, contra o vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), representante do Movimento Brasil Livre (MBL). Em atitude ilegal, Holiday esteve na segunda-feira anterior em duas escolas municipais para “fiscalizar” os conteúdos desenvolvidos em sala de aula, sob o pretexto de estar investigando “doutrinação ideológica”. O vereador foi às EMEFs Laerte Ramos e Constelação do Índio, ambas localizadas na zona sul.
Segundo Giannazi, membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o mandato de vereador não dá a Holiday prerrogativa para entrar em escolas e fazer inspeção dos conteúdos lecionados. “A atitude dele é ilegal. Ele não tem essa prerrogativa, como vereador, para fiscalizar a metodologia dos professores. Isso é abuso de autoridade, além de assediar e constranger os funcionários das escolas”, diz o parlamentar.
Giannazi conta que recebeu diversas denúncias dos professores de que o vereador tentou entrar em salas de aula. “Ele não é supervisor de ensino, ele não tem formação para isso. O máximo que ele pode fazer é fiscalizar a estrutura física (da escola). Ele deveria se ocupar em denunciar o desmantelamento das salas de informática e brinquedotecas que o Doria está fechando.”
“A atitude dele é grave. Ele utiliza o cargo para um comportamento ilícito, é quebra de decoro e pode perder o mandato”, completou.
Em nota, o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirma que Fernando Holiday assediou moralmente os docentes e cometeu crime de abuso de poder e autoridade. “O vereador sabe, ou pelo menos deveria saber, que não possui prerrogativas para exercer o papel de polícia política. Não cabe a ele também investigar o desenvolvimento de conteúdos curriculares e metodologias utilizados pelos educadores”, diz o texto.
O Sinpeem também indicou às escolas municipais para que “não se submetam ao arbítrio deste ou de qualquer outro vereador, fazendo valer e defendendo os direitos dos educadores”.
Para o deputado estadual, Holiday busca por em prática o projeto Escola sem Partido. “Ele tenta colocar em prática, sem nenhuma legalidade, o Escola sem Partido e amordaçar os professores. Nem o próprio projeto autoriza o vereador a fazer essa fiscalização. Ele está sendo até mais realista que o projeto.”


Fonte: http://www.sul21.com.br/jornal/vereador-fernando-holiday-entra-em-escolas-para-fiscalizar-professores/

Vereador do MBL faz "blitz" em escolas para intimidar os professores

Ontem, o vereador da cidade de São Paulo, Fernando Holiday (MBL e DEM), realizou visitas surpresas em escolas da rede municipal paulistana para "ver as estruturas das escolas da rede" e também para averiguar se não está havendo “doutrinação nos conteúdos que estão sendo dados em sala de aula”, ou, como ele mesmo diz em um de seus vídeos, “se não tem professor entrando em sala com a camiseta do PT ou do MST e jogando tudo para o alto”. No espírito do movimento “Escola Sem Partido”, Holiday incita as pessoas a denunciarem essas práticas nas escolas da rede municipal.

Por Mauro Sala 

Essa atitude do vereador Holiday é um verdadeiro abuso de autoridade, já que não compete a ele intimidar professores e professoras no exercício do seu trabalho. A Lei do “Escola Sem Partido” não foi aprovada na cidade de São Paulo, e inclusive já foi declarada inconstitucional pelo STF em ação movida contra lei similar em Alagoas, embora essa decisão ainda seja em caráter liminar.
Mas, o que temos que ter claro sobre o “Escola Sem Partido” é que ele não é um simples Projeto de Lei que visa esclarecer os direitos dos alunos contra o assédio ideológico dos professores, pregando uma placa em cada escola. É antes um movimento de intimidação dos professores e professoras. Ele não precisa da aprovação desse Projeto de Lei para colher seus frutos.
É pela intimidação e amedontramento que esse movimento age. Trata-se de uma ofensiva da direita mais reacionária para a silenciar professores e professoras que se expressem de modo diferente do que pensa essa direita. É pelo risco de violência e por sua incitação constante que esse movimento visa ganhar materialidade.
Basta assistir os vídeos divulgados pelo próprio MBL para se ter uma pequena ideia disso.


Num dos vídeos, apresentado em forma de jornal, os apresentadores (inclusive um que trabalha diretamente com Fernando Holiday, na Câmara Municipal) chamam os professores de "vagabundos", “safados", “sindicalistas”, “militantes de extrema-esquerda“, num tom agressivo que busca amedrontar os professores e jogar parte da população diretamente contra eles, dizendo que “não tem moleza”, e que "o tempo deles acabou e é agora”.
A incitação à violência não tem limites. Numa audiência pública ocorrida no Senado Federal, um dos principais articuladores desse movimento, Miguel Nagib, chegou a comparar os professores com estupradores de crianças, numa clara tentativa de criar um clima de violência contra aqueles que se opõem a esse movimento, como se ser contra o “Escola Sem Partido” fosse a mesma coisa que defender abusadores de crianças.
Essa ação de Fernando Holiday tem que ser tomada com bastante seriedade, pois representa uma escalada na incitação da violência e na criminalização do pensamento de esquerda no país.
O objetivo central não é aprovar o Projeto de Lei “Escola Sem Partido” - embora isso tenha lá sua importância -, mas criar um clima de hostilidade e desconfiança contra os professores, em particular, e contra o pensamento de esquerda, em geral.
O “Escola Sem Partido” é muito mais que um Projeto de Lei; ele é uma ofensiva da direita que visa a intimidação dos professores e professoras no exercício de seu trabalho. Por isso ele é, e sempre será, violento.

Fonte: http://www.esquerdadiario.com.br/Vereador-do-MBL-faz-blitz-em-escolas-para-intimidar-os-professores

Holiday faz blitz em escolas contra ‘doutrinação’ e é repudiado

 Em uma das publicações no Facebook, o vereador disse ter visitado duas escolas na Zona Sul e pediu que seguidores 'denunciassem' outras unidades 

Por Estadão Conteúdo

O vereador Fernando Holiday (DEM-SP) anunciou em sua página no Facebook que está fazendo visitas surpresas a escolas municipais de São Paulo para verificar se está acontecendo algum tipo de “doutrinação ideológica” dentro das salas de aula. As blitze de Holiday provocaram a reação do sindicato dos professores e de outros parlamentares.
O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Simpeem) repudiou as blitze de Holiday e pediu que a Câmara e o Ministério Público tome providências. O sindicato diz ainda que “agirá judicial e politicamente contra a ação tresloucada e irresponsável do vereador”.
Em resposta às críticas, Fernando Holiday disse, no plenário da Câmara nesta terça (4), que atendeu à “reclamação de muitos pais”, que diziam que “alguns professores estavam fazendo propaganda partidária dentro da sala de aula induzindo seus filhos a aderira a essa ou aquela bandeira”.
“Estamos indo fiscalizar a estrutura das escolas para ver se está tudo em ordem, mas também o conteúdo que é dado em sala de aula, se está havendo algum tipo de doutrinação ideológica, se os professores estão dando aquilo que realmente deveriam dar ou se têm professores entrando lá com camiseta do PT (Partido dos Trabalhadores), do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra). Por enquanto nas escolas que fui isso não está acontecendo”, disse Fernando Holiday em um vídeo publicado nesta segunda (4).
Em uma das publicações no Facebook, o vereador dizia ter visitado duas escolas na zona sul de São Paulo. Holiday pediu ainda denúncias sobre as unidades. “Se seu filho, filha, neto ou neta estuda em uma escola que não é exemplo, onde os professores abusam da autoridade em sala de aula, onde a direção não faz o seu trabalho devidamente, não deixe de denunciar. Eu vou chegar de forma surpresa para que todos saibam que tipo de escola é aquela”.
Em reação às visitas de Holiday, a bancada do PT na Câmara divulgou nota em que diz que a atitude do parlamentar fere a legislação, a liberdade de cátedra e a autonomia das escolas sobre o conteúdo ministrado nas salas de aula. Segundo o partido as visitas “desrespeitam os milhares de educadores que atuam nas escolas da Prefeitura de São Paulo”.
O partido defende que os vereadores visitem as escolas públicas, dialoguem com a direção e conheçam as condições do equipamento. “Mas não podem entrar em sala de aula sem serem convidado pelo professor, que detém a autonomia e a autoridade pedagógica no ambiente de ensino. Muito menos adentrar a sala para conferir o conteúdo que os educadores estão ministrando aos estudantes”.
“Estou indo a escolas fazer visitas surpresas, sim, e pretendo continuar, a menos que o Tribunal de Justiça diga que isso não é possível”, afirmou Holiday.
Procurada pela reportagem, a Secretaria Municipal da Educação (SME) disse que “zela pela garantia dos princípios estabelecidos na legislação educacional vigente no país”. A pasta destacou incisos do artigo 3 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, que diz que o ensino será ministrado a partir dos princípios da liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar a cultura, o pensamento, a arte e o saber; do pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas; do respeito à liberdade e apreço à tolerância; da valorização do profissional da educação escolar; e da garantia de padrão de qualidade.
A Secretaria diz ainda que, “qualquer notificação de eventuais irregularidades ou procedimentos contrários aos princípios acima descritos devem ser notificados, diretamente, à SME para a análise pelos órgãos competentes”.
Fonte: http://vejasp.abril.com.br/cidades/holiday-blitz-escolas-doutrinacao-repudiado/

Por que Fernando Holiday está invadindo escolas públicas. Por Mauro Donato

Postado em 04 Apr 2017
por : 
O vereador Fernando Holiday tem feito visitas a escolas públicas de forma pouco usual. Elas são inesperadas e têm um caráter policialesco.
“Hoje fiz duas visitas surpresas a escolas da rede pública municipal de ensino para conhecer melhor a realidade desses docentes, mas principalmente dos alunos e as condições de ensino que eles são submetidos todos os dias. Precisamos melhorar nossa educação de dentro pra fora e assim coibir qualquer tentativa de doutrinação que nossas crianças e adolescentes possam vir a sofrer. O trabalho só começou e em breve mais visitas são feitas e divulgadas”, postou ele nas redes sociais.
Para que não haja dúvidas da intenção de Holiday, basta redobrar a atenção no trecho ‘coibir qualquer tentativa de doutrinação que nossas crianças e adolescentes possam vir a sofrer’ e atentar para o encerramento da postagem em que o vereador solicita que pais o ajudem:
“Denunciem pelo email: escolasempartidoFH@gmail.com” Exatamente, o vereador está visitando escolas representando o movimento fascistóide Escola Sem Partido. A aberração criada pelo deputado Izalci Lucas (PSDB) que defende a ‘neutralidade política, ideológica e religiosa do Estado, como reconhecimento da vulnerabilidade do educando como parte mais fraca na relação de aprendizado’ quando na realidade tem o objetivo de implodir o pensamento crítico e a experiência da pluralidade. Um nefasto plano de criar analfabetos políticos.
Professores estão inconformados. “Estranho. Totalmente sem agendamento com a direção da escola, nem com a supervisão de ensino. Ocorreu por volta das 13:00. O vereador foi atendido pelo diretor e pelo assistente de direção da EMEF e exigiu ver os planos de aulas dos professores para saber o que anda sendo ensinado, bem como rondou as dependências da escola com seus assessores, fotografando os trabalhos realizados pelos alunos. Todos os professores e a gestão da escola acharam extremamente estranho. Suspeitamos de patrulhamento ideológico visto que nossa unidade tem projetos voltados à discussão de gênero e direitos humanos, além de ser uma escola abertamente de luta contra as pautas político-trabalhistas dos governos federal, estadual e municipal”, disse um professor da EMEF Constelação do Índio, umas das escolas visitadas ontem por Fernando Holiday. Ele não quer ser identificado.
“O que Fernando Holiday está fazendo nas escolas não é papel de vereador. Isso se chama assédio e coação aos profissionais de educação. Vamos tomar as medidas jurídicas e políticas necessárias”, disse a também vereadora Sâmia Bonfim (PSOL).
Fernando Holiday construiu-se nas manifestações pró-impeachment com um discurso visceralmente conservador. É contra cotas raciais, desfilou ao lado de golpistas vociferando contra a corrupção e hoje é acusado de ter sua campanha financiada com recursos de caixa 2. Agora, coloca em prática a vigilância combinada com seus apoiadores e sai em blitz pela cidade com a finalidade de ‘analisar se há doutrinação no conteúdo que está sendo dado na sala de aula’.
O que Holiday pretende com essa postura intimidatória? Colocar medo em professor? O vereador novato não pode interpretar à sua maneira o que está sendo lecionado. Não é autoridade para isso. E se quer saber um pouco mais sobre educação, deveria começar aprendendo que não se entra assim na casa dos outros, sem aviso.
Fonte:http://www.diariodocentrodomundo.com.br/por-que-fernando-holiday-esta-invadindo-escolas-publicas-por-mauro-donato/

Fernando Holiday está invadindo escolas públicas em São Paulo




O vereador Fernando Holiday tem invadido escolas públicas em São Paulo de forma ilegal e com caráter policialesco. Educadores reclamam de assédio, censura e relatam tentativas de entrar à força em salas de aula. Ministério Público foi acionado

fernando holiday invade escolas

O vereador Fernando Holiday (DEM), representante do Movimento Brasil Livre (MBL), está visitando ilegalmente escolas municipais para “fiscalizar” os conteúdos desenvolvidos em sala de aula, sob o pretexto de estar investigando “doutrinação ideológica”. O vereador foi às EMEFs Laerte Ramos e Constelação do Índio, ambas localizadas na zona sul.
De acordo com o deputado estadual Carlos Giannazi (Psol), membro titular da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa, o mandato de vereador não dá a Holiday prerrogativa para entrar em escolas e fazer inspeção dos conteúdos lecionados.
“A atitude dele é ilegal. Ele não tem essa prerrogativa, como vereador, para fiscalizar a metodologia dos professores. Isso é abuso de autoridade, além de assediar e constranger os funcionários das escolas”, diz o parlamentar.
Foram protocoladas representações no Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e na Corregedoria da Câmara Municipal contra o vereador do MBL.
“Ele não é supervisor de ensino, ele não tem formação para isso. O máximo que ele pode fazer é fiscalizar a estrutura física (da escola). Ele deveria se ocupar em denunciar o desmantelamento das salas de informática e brinquedotecas que o Doria está fechando. A atitude dele é grave. Ele utiliza o cargo para um comportamento ilícito, é quebra de decoro e pode perder o mandato”, completou Giannazi.
Para o deputado estadual, Holiday busca por em prática o projeto Escola sem Partido. “Ele tenta colocar em prática, sem nenhuma legalidade, o Escola sem Partido e amordaçar os professores. Nem o próprio projeto autoriza o vereador a fazer essa fiscalização. Ele está sendo até mais realista que o projeto.”
Inúmeros professores já denunciaram o vereador por tentar entrar à força em salas de aula.
“Estranho. Totalmente sem agendamento com a direção da escola, nem com a supervisão de ensino. Ocorreu por volta das 13:00. O vereador foi atendido pelo diretor e pelo assistente de direção da EMEF e exigiu ver os planos de aulas dos professores para saber o que anda sendo ensinado, bem como rondou as dependências da escola com seus assessores, fotografando os trabalhos realizados pelos alunos. Todos os professores e a gestão da escola acharam extremamente estranho. Suspeitamos de patrulhamento ideológico visto que nossa unidade tem projetos voltados à discussão de gênero e direitos humanos, além de ser uma escola abertamente de luta contra as pautas político-trabalhistas dos governos federal, estadual e municipal”, disse um professor da EMEF Constelação do Índio.
A vereadora Sâmia Bonfim (Psol) também se posicionou:
Em nota, o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) afirma que Fernando Holiday assediou moralmente os docentes e cometeu crime de abuso de poder e autoridade.
“O vereador sabe, ou pelo menos deveria saber, que não possui prerrogativas para exercer o papel de polícia política. Não cabe a ele também investigar o desenvolvimento de conteúdos curriculares e metodologias utilizados pelos educadores”, diz o texto.
O Sinpeem também indicou às escolas municipais para que “não se submetam ao arbítrio deste ou de qualquer outro vereador, fazendo valer e defendendo os direitos dos educadores”.

Secretário de Doria critica Holiday

O secretário de Educação da Gestão de João Doria (PSDB), Alexandre Schneider, acusou o vereador Fernando Holiday de ter intimidado professores durante visitas a escolas públicas de São Paulo para fiscalizar supostos casos de “doutrinação ideológica”.
Em nota publicada no Facebook nesta terça-feira, dia 4, Schneider defendeu que o integrante do MBL usou seu mandato para intimidar os professores. “Evidentemente o vereador exacerbou suas funções e não pode usar de seu mandato para intimidar professores”, disse o secretário.
“A escola, como qualquer organização social, pública ou privada, não é nem nunca será um espaço neutro. A escola pública, laica, plural, não deve ser espaço de proselitismo de qualquer espécie”, completou.
VÍDEO:
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Fonte: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2017/04/fernando-holiday-esta-invadindo-escolas-publicas-em-sao-paulo.html

Dória vai entregar a cabeça de Secretário ao “Gestapo Boy”?

POR  · 06/04/2017

holiheil
Lauro Jardim, em O Globo, diz que o MBL de Kim Kataguiri  e Fernando Holiday, o Gestapo Boy “tenta exigir de João Doria um posicionamento público contra o seu secretário de Educação, Alexandre Schneider, que criticou o vereador Fernando Holiday por inspecionar escolas em busca de evidências de “doutrinação ideológica” .
O colunista diz que eles “querem a cabeça” de  Alexandre Schneider, secretário de Educação de João Dória.
E é verdade.
Holiday, o valentão, gravou um vídeo dizendo que Schneider “não tem vergonha na cara” e “é um covarde”, “gente da pior estirpe”,  por ter dito que um vereador não poderia fazer patrulhamento ideológico aos professores.
Disse que protocolou o facistérrimo  projeto “Escola sem Partido” na Câmara Municipal.
Eu ia dizer que os alunos de Dória vão lhe dar trabalho.
Mas, de repente, me passou pela cabeça: será que não é João Dória o filhote do MBL, que Geraldo Alckmin, como um oportunista adotou e, agora, vê afiando a faca para apunhalá-lo?
A sorte é que Dória está ocupado, viajando no seu jatinho para acompanhar Gilmar Mendes a Portugal, certamente para melhorar as calçadas de São Paulo.
Fonte:http://www.tijolaco.com.br/blog/doria-vai-entregar-cabeca-de-secretario-ao-gestapo-boy/

Secretario de Educação do Município de São Paulo reage a tentativa de Vereador vigiar professores


Fonte: Rede Social (Facebook )

Após polêmica com Holiday, secretário de Doria é alvo de ataques do MBL


Líder do grupo defendeu vistorias em escolas de São Paulo feitas pelo vereador Fernando Holiday e disse que Alexandre Schneider é um 'poste' do ex-prefeito Gilberto Kassab

SÃO PAULO - Após criticar as visitas feitas pelo vereador paulistano Fernando Holiday (DEM), de 20 anos, a escolas municipais de São Paulo para verificar se há "doutrinação ideológica" nas salas de aulas, o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, de 47 anos, foi alvo nesta quarta-feira, 5, de ataques nas redes sociais do Movimento Brasil Livre (MBL), grupo ao qual o parlamentar pertence e apoiador do prefeito da capital, João Doria (PSDB).
"Ele (Scheneider) foi secretário de Educação na gestão do Kassab e está lá (secretaria) até hoje porque é um poste do Kassab. Não está porque é competente, não está porque tem formação para isso, não está porque é responsável para cuidar da educação, não está por mérito próprio, está por indicação política, conchavo político, e acha que tem moral para falar sobre educação", disse Kim Kataguiri, de 21 anos, coordenador do MBL, em vídeo publicado na tarde desta quarta-feira na página do grupo no Facebook.
Schneider havia usado sua página no Facebook na terça-feira, 4, para criticar a conduta de Holiday, que publicou vídeo na rede social dizendo que estava visitando as unidades de ensino da Prefeitura para "fiscalizar a estrutura das escolas" e "se está havendo algum tipo de doutrinação ideológica" por parte de professores. O secretário rebateu dizendo que Holiday "exacerbou suas funções e não pode usar de seu mandato para intimidar professores".


Foto: WERTHER SANTANA/ESTADÃO
Vereador Fernando Holiday faz blitz em escolas para verificar
Holiday disse que vai continuar com visitas a menos que Justiça impeça 

Nesta quarta-feira, após as críticas feitas pelo MBL, Schneider se manifestou novamente dizendo que "o que deveria ser uma discussão democrática sobre educação descambou para uma série de ofensas pessoais a meu respeito". O secretário contou ter recebido uma ligação de Holiday negando que tenha intimidado professores em suas visitas e dizendo que havia se sentido ofendido com as críticas do secretário.
"Queixou-se por eu não ter entrado em contato com ele antes de escrever o texto. E concordou em retirar de suas redes e das do MBL uma série de acusações infundadas sobre mim. Temos visões diferentes, o que não nos impede de dialogar. Diálogo necessariamente pautado pelos princípios da tolerância, pluralismo e da liberdade de expressão. Combinamos uma conversa na Secretaria", concluiu Schneider. O vídeo e fotos com conteúdos criticando o secretário foram mantidos na página do MBL.
Também em sua página, Holiday disse que vai continuar "fiscalizando" as escolas municipais e criticou Schneider dizendo que ele defende sindicatos e organizações de esquerda que usam as unidades de ensino para doutrinar alunos. "Infelzimente, aqui em São Paulo, ainda tivemos o secretário de Educação, Alexandre Schenider, se aliando a esses sindicatos, a essas entidades, que estão mentindo sobre tudo o que está acontecendo, porque eles sabem que é na escola o principal núcleo de formação de militância deles". 
A reportagem não conseguiu contato com Schneirder nem com Holiday na noite desta quarta-feira.
Fonte: Estadão 

Visita de vereador a escolas municipais provoca polêmica em São Paulo




ARTUR RODRIGUES

DE SÃO PAULO

04/04/2017 18h02

Karime Xavier/Folhapress
Vereador Fernando Holiday (DEM/MBL) (à dir.) e secretário de Educação de SP, Alexandre Schneider
Vereador Fernando Holiday (DEM/MBL) (à dir.) e secretário de Educação de SP, Alexandre Schneider
Uma ação do vereador Fernando Holiday (DEM) em escolas municipais para fiscalizar queixas de "doutrinação" partidária por pais de alunos foi encarada como "intimidação" pelo secretário de Educação Alexandre Schneider, da gestão João Doria (PSDB).
Holiday, integrante do MBL (Movimento Brasil Livre) e aliado de Doria, postou em seu perfil no Facebook um vídeo falando sobre a visita surpresa à escola municipal Constelação do Índio, no Jardim Campinas, na zona sul de São Paulo, na segunda-feira (3).
"Vou continuar fazendo essas visitas surpresas às escolas do município. Zonas sul, leste, oeste, norte, para verificar, claro, a estrutura da escola, mas também para analisar se há doutrinação no conteúdo que está sendo dado na sala de aula", diz ele no vídeo.
Schneider emitiu uma nota, também nas redes sociais, afirmando ter sido "surpreendido" pelo vídeo. "Evidentemente o vereador exacerbou suas funções e não pode usar de seu mandato para intimidar professores", afirmou.
O secretário escreveu que a escola "não é nem nunca será um espaço neutro". "A escola pública, laica, plural, não deve ser espaço de proselitismo de qualquer espécie".
Questionado pela Folha, Holiday não quis se pronunciar. No plenário da Câmara, porém, afirmou que a polêmica foi embasada "em grande desinformação".
"O que fui fazer nada mais é do que atender à reclamação de muitos pais, que diziam que muitas vezes alguns professores estavam fazendo propaganda partidária na sala de aula ou induzindo seus filhos a aderirem a esta ou aquela bandeira", disse.
Ele afirmou também ter pedido um resumo do que estava sendo apresentado na sala de aula. "O que aconteceu nessas visitas não foi nada mais que qualquer outro cidadão poderia ter feito. Ido até a secretaria da escola, pedido a presença do diretor, pedir a ele que se possível apresentasse o prédio e as condições físicas da escola", disse.
Segundo a presidência da Câmara, se o vereador tiver cometido algum abuso, serão tomadas as medidas cabíveis.
A ação foi questionada por vereadores. Sâmia Bomfim (PSOL) acusou o Holiday de fazer "assédio e coação aos profissionais da educação". "Por que ele não fiscaliza e denuncia as salas de informática, bibliotecas e brinquedotecas que estão sendo fechadas? Vamos tomar as medidas jurídicas e políticas necessárias", afirmou nas redes sociais.
O vereador Claudio Fonseca (PPS), que é presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo, afirmou que não é competência do vereador fiscalizar o conteúdo das aulas. "Não é competência do vereador, não é seu direito exercer papel de polícia. Nós temos uma escola plural", afirmou.
Fonte: Folha de São Paulo