Mostrando postagens com marcador Assembléia de Professores. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Assembléia de Professores. Mostrar todas as postagens

sábado, 10 de abril de 2010

Ode à Derrota

Parabéns estranhos vitoriosos,
Em nome dos Derrotados eu vos falo:
Salve ó medo vitorioso!
Salve mentira vitoriosa!
Nós os derrotados vos saudamos!
Venceste ò hipocrisia!

Reconheçamos nossa derrota irmãos.
É vencedor o desespero e o medo.
Regozijam-se fraternalmente a tirania e a subserviência,
Sabem-se vitoriosas.
Sorri alegremente a ignorância,
Sabe-se vitoriosa.

Num canto qualquer encontra-se
A verdade derrotada.
A esperança, há muito, jaz desacordada.
Na casa dos bons sentimentos
Prevalece o silêncio
Eles se sabem derrotados.

Parabéns professores 20%
Vocês são vitoriosos,
Merecem o seu aumento!
Nós, que não ganhamos, vos saudamos,
Que vossas almas se rejubilem com essa vitória,
Como Caim sobre Abel!

Parabéns professores que não fazem greve independente das circunstâncias,
Nós, os grevistas derrotados, vos saudamos.
Que vossas almas se rejubilem,
Como Faetone sobre Apolo!
Saibam que não são a minoria,
Convosco marcham em uníssono patrões, bancos, partidos políticos e tantos outros.

A nós os derrotados resta o exílio...
Como nós, igualmente derrotados e exilados foram Galileu, Marighella, Rosa de Luxemburgo e Ivone Gebara.
Somos tão poucos...
Martin Luther King, Anita Garibaldi, Jesus de Nazaré...
Mas saudamos a vós vitoriosos
E, humildemente, aceitamos o exílio na presença de tão nobre companhia.
Salve, vós outros vitoriosos, Salve!

Por Prof°Luciano Paz de Lira

domingo, 28 de março de 2010

P2 tenta incriminar manifestantes! Barbárie contra porfessores!


Foi a verdadeira barbárie da didatura se mostrando contra os professores, policiais infiltrados para prender-nos e o pior, incriminar professores com atos de vandalismos.Segue relato retirado do portal vermelho.

Texto: Leonardo Severo*

Também escrevo com dor, intensa, devido às queimaduras nos dois braços e mãos provocadas pelos sprays químicos, covardemente atirados pelos policiais militares sobre quem fotografava de perto, documentando próximo demais para quem tudo quer encobrir. Depois, a versão oficial ganha as tintas da verdade nos jornalões e informação mercadoria cobre as emissoras de rádio e televisão.

Gás pimenta contra jornalistas

Antes de dar continuidade, cito o saudoso conterrâneo Apparício Torelli, mais conhecido como o Barão de Itararé, que daria boas risadas do cenário montado por José Serra nos meios de comunicação. Uma mídia que até para ser venal podia ter algum limite.

Vendo o quão tosca foi a cobertura, quão partidarizada e ideologizada em favor do escárnio dos educadores, não há como fazer chacota deste tipo de “jornalismo”.

Dizia o Barão: “Um bom jornalista é um sujeito que esvazia totalmente a cabeça para o dono do jornal encher nababescamente a barriga” e que “a televisão é a maior maravilha da ciência a serviço da imbecilidade humana”..

Vamos aos fatos:

Foi montada uma barreira impedindo o deslocamento de dezenas de milhares de professores em greve que, enfrentando a chuva e os inúmeros bloqueios da Polícia Militar, conseguiram chegar até a avenida Giovanni Gronchi, no Morumbi. O comando da paralisação, que Serra diz ser de 1%, até o dia de hoje não havia conseguido sequer ser recebido pelo governo.

Nesta sexta uma comissão foi recepcionada finalmente no Palácio, mas o mesmo governo que alega não haver greve, diz que só iria negociar com a volta à aula dos grevistas. Naquele mesmo instante, sob ordens do governador que já havia fugido da cidade, pessoas vestidas com a farda da Polícia Militar abriram fogo contra manifestantes que queriam respaldar a negociação, mas foram recebidos com golpes de cassetetes, balas de borracha e bombas de efeito “moral”.

Tinham que ficar no seu lugar.

Ali era local reservado a autoridades e bacanas. Os professores não eram nenhum dos dois. Diante do impasse e da decisão do governo tucano de manter o arrocho salarial – os professores acumulam perdas de 34,3% -, da continuação do escárnio da política de bônus, provinhas e provões, sem qualquer Plano de Carreira, com as salas superlotadas, com os laboratórios e bibliotecas caindo aos pedaços, com o fechamento de turnos e escolas, a greve continua. E nova assembleia foi convocada para a próxima quarta-feira, dia 31 de março.

Só truculência

Com as costas perfuradas por duas balas de borracha, Thiago Leme, professor de biologia da Escola Estadual Metalúrgico, em São Bernardo do Campo, relatou: “Não espero absolutamente nada deste governo, somente que saia o mais rápido possível. Somos uma categoria profissional digna e deveríamos ser tratados como seres humanos. Infelizmente, a imprensa é parte deste sistema corrupto e vamos ter amanhã as versões dos fatos que eles inventarem sobre hoje”. Com as duas pernas sangrando, atingidas por bombas de efeito moral, Sílvio Prado, professor de História de Taubaté, desabafou: “Deste governo a gente não pode mais esperar nada, só truculência”.

Sindicalista, Policial Civil, Jeferson Fernando foi confundido com um professor, mantido preso e espancado por cerca de três horas e levado ao 34ª DP de Francisco Morato. Com a roupa rasgada e acompanhado por dirigentes do Sindicato, Jeferson foi até a Corregedoria denunciar os inumeráveis abusos dos quais foi vítima.

Professor de Filosofia em Jundiaí, Fernando Ribeiro presenciou quando um dos muitos policiais infiltrados pelo governo na manifestação “tentava atear fogo em um veículo, buscando incriminar os manifestantes”. Com o policial à paisana identificado, professores e estudantes saíram à caça do marginal que buscou refúgio entre os policiais militares. “Tentaram colocar fogo no carro para culpar o protesto. Como agiram com muita força, numa ação desproporcional, queriam uma justificativa”.

Governo perdeu a cabeça

Coordenador da representação do funcionalNegritoismo público estadual e vice-presidente estadual da CUT, Carlos Ramiro de Castro (Carlão) foi atingido na testa por um estilhaço de uma das bombas lançadas a esmo pelos policiais. Tranquilo, Carlão foi categórico: “O governo perdeu a cabeça e está desesperado. A razão está do nosso lado, venceremos! ”A professora Maria Izabel (Bebel), presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Público Oficial do Estado de São Paulo), também denunciou os provocadores "infiltrados" pelo governo estadual para deslegitimar a manifestação pacífica e exortou a categoria a ampliar a mobilização e se fazer presente na próxima quarta-feira na Paulista. “Tentaram nos colocar de joelhos, mas estamos aqui, de cabeça erguida, exigindo o respeito que esta maravilhosa categoria merece”.

A presidenta da União Municipal dos Estudantes de São Paulo (UMES), Ana Letícia, sublinhou que “os professores nos enchem de orgulho pois estão enfrentando com garra e coragem a covardia e a mentira do desgoverno Serra. Contem conosco para seguir em frente na defesa da melhoria da qualidade do ensino público”. De acordo com o deputado estadual Roberto Felício (PT), o simples fato das direções de escola terem sido instruídas pelo governo a não informarem sobre a paralisação é um forte indício do respaldo do movimento junto à categoria, “que está na linha de frente, pois não foge da luta”.

Sem freio

Conforme o deputado estadual Major Olímpio (PDT), liderança dos policiais militares, o que o governo estadual fez foi usar de toda a sua truculência e o seu aparato repressivo em vez de abrir negociação com os professores. “Os manifestantes vieram para dialogar, mas o governo tucano os recebeu como numa guerra”, frisou.

Para os incautos que ainda alimentavam alguma ilusão em relação ao caráter de José Serra, vale o comentário de um ex-amigo seu, Flávio Bierrenbach, ex-deputado e ministro do Superior Tribunal Militar: “Serra entrou pobre na Secretaria de Planejamento do Governo Montoro e saiu rico. Ele usa o poder de forma cruel, corrupta e prepotente. Poucos o conhecem. Engana muita gente. Prejudicou a muitos dos seus companheiros. Uma ambição sem limite. Uma sede de poder sem nenhum freio".

Agora, vamos freá-lo!

*Leonardo Severo, jornalista, é editor do Portal da CUT

É assim que ELES tratam a EDUCAÇÃO

Clic na Imagem e acesse o arquivo em PDFNegrito

A Greve é Legal - Legislação pertinente ao Direito de Greve.





segunda-feira, 1 de março de 2010

Alguns comentários sobre duvidas e provocações de alguns professores


Alguns apontamentos sobre "as APEOESPs".

Concordo com muitos professores quando afirmam que APEOESP (central cutista) é pelega e é incompetente, pois não tem participado da vida do professor (que está realmente na sala de aula) e não tem feito o combate aprofundado às políticas neoliberais dos governos (Serra/Lula). È só observar os discursos de nossa presidenta, a Srª Bebel , que vocifera contra as barbárie da política educacional de José Serra, mas ameniza as críticas aos desmandos de Lula.
È nossa obrigação destituir esses pelegos e construir um sindicato verdadeiro que luta pelo professor. Sindicato é o trabalhador organizado lutando contra uma força maior, o patrão (no nosso caso, o governo) se o trabalhador não participa da vida do sindicato efetivamente, os representantes se tornam descompromissados e insensíveis aos apelos da base.
Esse é o caldo para o peleguismo e para os “acordos” lesivos à categoria. È preciso a participação efetifa do professor para coibir e combater a existência dessa “facção cancerosa” que tem povoado o sindicalismo pelego.
Portanto, temos o dever de lutar por um sindicato representativo e combativo.

Ações do sindicato na ultima atribuição.

Categoria “F”:
Uma critica comum ao sindicato é sua preferência aos professores “F” (defesa) em detrimentos aos outros professores. È uma critica equivocada, pois não há acordos com o governo para supostamente “beneficiam” a categoria “F”.
Há sim uma legislação, Lei 1010 que substituiu a antiga lei 500, que estabelece diretrizes para a atribuição dos professores que estava na rede antes de Junho de 2007. A APEOESP somente foi acionada por filiados da categoria “F” para fazer o governo cumprir a lei que ele próprio criou que estava descumprindo.

Categoria “O”
Outra falsa acusação, que é a de que o sindicato está contra os estudantes, que estão iniciando sua prática em salas de aulas.
Nesse caso também há uma legislação que regula as atribuição de aulas (a LDB e a Resolução S.E. 98) ela assegura aos professores habilitados a escolha de aulas antes dos não-habilitados), a APEOESP também foi acionada por professores “L” e “F” que estava sendo prejudicados pelo descumprimento dessas legislações. Portanto esses professores estão tentando assegurar esse direito e não podem ser criminalizados, pois estão apenas tentando que as regras impostas pelo próprio governo seja garantida.

Nossa Luta: Foram mais de 25 atos alertando a categoria.
O próprio sindicato desacreditado, em seus mais de 25 atos alertava sobre a má intenção de José Serra. Uma grande parte dos professores pagou para ver, não participaram dos atos, e agora estão vendo as medidas deletéria do governo cortar nossa carne.
E os avisos continuam: O sindicato está alertando que os professores de categoria “O” não poderão pegar aula em 2011, pois há uma legislação do Serra que prevê 200 dias de “gelo” para esses professores. (entre fevereiro a agosto estarão desempregados), mesmo assim muitos professores não entenderam na armadilha que o governo armou,e vão pagar para ver.

Plano de (fim) de carreira
È o governo (Serra e Lula) que está acabando com a isonomia salarial da nossa categoria criando um plano de carreira baseado fundamentalmente no mérito. E o que mais lesivo, estabelece um teto (20% da categoria pode receber esse mérito, se não ficar doente, não abonar, não faltar....) e se sobrar dinheiro. Isso é um absurdo!
Esse plano de (fim) de carreira é inconstitucional, pois o princípio da isonomia salarial que está previsto no artigo 7º, V, XXX, XXXI, e XXXII, da Constituição Federal de 1988, não está sendo “rasgado” por Serra/Lula.
Além do que:
1.) 80% dos professores serão boicotados;
2.) Com a promoção por mérito o professor APROVADO teria reajuste a cada 4 anos;
3.) Mesmo aprovado, o professor deverá estar entre os 20% melhores classificados na prova para ter direito ao reajuste;
4.) Para atender os critérios, o professor deve permanecer por 3 anos na mesma unidade escolar e não faltar, neste caso, os professores ofas dificilmente atenderiam os critérios, uma vez que todo ano mudam de escola. Professores removidos e que utilizaram o artigo 22 também estariam de fora;
5.) Professores aposentados são desconsiderados;
6.) Professores em final de carreira pouco se beneficiariam da prova;
7.) Professores que nas futuras provas não cumprirem os critérios, não forem aprovados ou não estiverem entre os 20% melhores nunca terão aumento;

Portanto, não se trata de uma re-estruturação da carreira, mas uma desestruturação, um mecanismo para impedir uma política justa e homogênea, uma fundamentação para consolidar o permanente arrocho salarial que se abate há anos sobre a categoria, que acaba com a isonomia salarial, que inviabiliza a idéia de carreira e joga na lata do lixo todo o acúmulo e conhecimento construídos ao longo dos anos pelos profissionais que se dedicam à rede. Essa competição pode gerar outras distorções: os profissionais que conseguirem o prêmio passam automaticamente a reunir melhores condições para competir no próximo exame, pois com melhores salários podem se dedicar ainda mais em sua preparação, ao passo que aqueles que continuam com baixos salários sempre terão mais dificuldades, pois serão e são obrigados a manter jornadas de trabalho impróprias e estafantes. É um sistema injusto e excludente, com conseqüências gravíssimas a médio e longo prazo.
Mais um conjunto de leis que nós conquistamos sob “patadas de cavalo” na década de 80 está sendo rasgada.

Separar sindicato de governo.
Não foi o sindicato que separou os professores em letras (efetivos, f, l, o, v, s, i) foi o governo.
È o governo que não abre concurso público e está precarizando mais de 100.000 professores temporários.
È o governo que está tentando acabar com a falsa estabilidade dos “f” e transformar todos em “O”, ou seja, precarizar os não efetivos ao máximo.
È o governo que têm criado essa “guerra” entre as categorias.
Nesses casos nosso órgão representativo, acionado pelos professores filiados, só está se defendendo dos ataques do governo.
È aqui que reside o problema maior, só estamos na defesa, e não partimos para o ataque.
Nosso ataque deve ser por:

Concepção de escola: uma escola de tempo integral, a combinação entre o ensino propedêutico e o ensino prático. Que o princípio educativo seja o trabalho (principal relação entre a sociedade e a natureza). E que sua principal função seja a construção da consciência de classe, e sua conclusão mais importante seja a constatação dos interesses irreconciliáveis entre a classe dominante (burguesia) e a classe dominada (trabalhadores). Educar para a cidadania é um engodo, pois ela desde os tempos da antiguidade é um conceito excludente (na Grécia antiga- Atenas, o cidadão era apenas o homem grego: escravos, mulheres e estrangeiros não eram cidadãos). Portanto, para a burguesia, cidadania significa consumidor. Para tanto essa escola deve ser pública-estatal laica, propiciadora da construção/apropriação do conhecimento e um dos instrumentos de construção do socialismo. A luta por ela implica na unidade das lutas sindical e educacional; é impossível que ela tenha qualidade sem o atendimento das nossas reivindicações salariais e funcionais; é uma utopia reacionária pensar em melhorar o ensino sem melhorar as condições de trabalho;
Remuneração Justa: pelo piso do DIEESE por 20 h/aula, incorporação dos abonos e gratificações com extensão aos aposentados, reposição das perdas salariais, fim da promoção automática e redução do número de alunos por sala, 1/3 de hora-atividade rumo aos 50%, reequipamento de todas as escolas e melhoria da infra-estrutura didático pedagógica, etc.
Plano de Carreira Digno: por um sistema de car­reira única e aberta, com reajus­tes lineares e evolução funcional por tempo de serviço e titulação, sem prazo de interstício Escala de vencimento único para os trabalhadores em educação e sem limite de evolução dentro da escala, evolução funcional baseada no tempo de serviço e formação profissional, contra a avaliação de desempenho. Estabilidade para todos os OFA's (Ocupantes de Função Atividade) e concurso público classificatório para os novos ingressantes. Defendemos jornada de 20h/aula de 45min sendo 5h de HTPC's e 5h em local de livre escolha Número máxi­mo de alunos por sala de aula de 15 para E.F. Ciclo I, 20 para o Ciclo 11 e 25 para E.M., contra a LC 1094/2009, que impõe as jornadas de 12h e 40h, com salário proporcional. Exigência de imediata implementação da jornada com 1/3 de hora atividade (lei do piso nacional), rumo aos 50% de hora atividade. Reajustes lineares para a ca­tegoria, incorporação e extensão aos aposentados de todas as gratificações, pagamento automático de todos os be­neficios e progressões. Contra a poll­tica de gratificaçoes e bonificações, inclusive as oriundas de avaliaçóes de desempenho de professores e alunos.
Avaliação Global do processo ensino-aprendizagem: por avaliações diagnosticas, do processo ensino-aprendizagem e não dos agentes (professores e alunos) e estar a serviço de uma política educacional de total autonomia escolar, em função da classe trabalhadora A avaliação educacional e da aprendizagem deve ser um processo de ruptura e continuidade feita pelo conjunto da comunidade escolar. Pelo fim das Diretorias de Ensino Pelo fim dos órgãos de supervisão escolar. Somos contra a inspeção escolar, defendemos a autonomia didática, pedagó­gica e administrativa Currículo: Para nós, os programas e as grades curriculares devem ser abertos, elaborados democraticamente e com ampla liberdade de cátedra. Defende­mos também a obrigatoriedade de todos os níveis da educação básica, do ensino infantil ao ensino médio. Defendemos o fim do vesti­bular e o livre acesso a todos os que queiram entrar nas universidades públicas
Mais Financiamento público para a Educação: por uma pretensa melhoria das verbas para a educação com recursos do pré-sal é pura demagogia. A proposta de marco regulatório feita por Lula permite que 70% do petróleo vá para as multinacionais; e a burguesia reclama por achar pouco. Exigimos uma Petrobrás 100% estatal, com toda sua arrecadação voltada para as áreas sociais, garantindo 15% do PIB para a educação. Defendemos a imediata aplicação de 10% do PIS rumo aos 15% Contra a polltica de fundos, portanto contra o Fundeb. Verbas públicas apenas para as escolas públicas e diretamente para a Unidade Escolar.
Formação permanente dos professores: por uma formação permanente nas universida­des públicas, afastamento remunerado durante três meses a cada dois anos para cursos (atualização, aperfeiçoamento e especialização) e com vencimentos inte­grais para mestrado e doutorado.
Gestão escolar democrática : por um sistema educacional democrático, onde a direção de escola deve ser eleita pelo voto direto e secreto, com mandato de dois anos, revogável. Defendemos a eleição dos coordenadores pelos Conselhos de Escolas. Conselhos de Escola paritários e deliberati­vos em conjunto com a organização de grê­mios livres, que teriam assento nesses Con­selho de Escolas.

Com greve ou sem greve, esse é o sindicato que devemos construir.
Necessitamos da força de todos!
Todos à praça da República dia 5 de março as 15:00.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

CER indica: greve começa no dia 5 de março


DIA 5 DE MARÇO SERÁ O DIA "D"

BASTA!
TODOS À PRAÇA DA REPÚBLICA - 15H00.

Vamos fechar as escolas e realizar uma grande assembleia

Professor, professora.
Em reunião ordinária no sábado, 20, o Conselho Estadual de Representantes (CER) aprovou indicativo de greve para a assembleia do próximo dia 5 de março, além do calendário de mobilização e do eixo da campanha salarial 2010, que terá o seguinte slogan: “Salário, emprego e carreira, sim! Provinha e provão, não!”
O CER avaliou que o descontentamento é geral na categoria – efetivos, ACTs, estáveis, aposentados – com política de exclusão imposta por este governo, que retira nossos direitos, e principalmente com a falta de uma política salarial. Dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estudos e Estatísticas Sócio-econômicas) indicam que não houve queda de arrecadação de impostos no Estado de São Paulo em função da crise econômica mundial; portanto, há dinheiro para o reajuste, o que falta é vontade política.
O CER também aprovou a pauta de reivindicações: reajuste imediato de 34,3%; pela incorporação das gratificações e extensão aos aposentados; pela garantia do emprego; contra o provão dos ACTs; contra a avaliação de mérito; pela revogação das leis 1093, 1094, 1097; por um plano de carreira justo; concurso público de caráter classificatório; pela volta das matérias de caráter humanista na grade curricular do ensino médio; pelo fim da municipalização do ensino; pelo fim da superlotação das salas de aula; pelo aumento do número de cargos para o próximo concurso de março; pelo fim das avaliações externas, pelo fim dos sábados letivos. O conselho aprovou ainda a criação de um fundo de greve custeado pela sede central e subsedes.

Calendário de mobilizações
►De 22 a 26 de fevereiro: conversa com os professores
►Dia 27 de fevereiro: reunião de REs
►Dias 1º e 2 de março: conversa com a comunidade escolar – pais e alunos
►Dias 3 ou 4 de março: assembléias regionais
►Dia 5 de março: assembléia estadual, com paralisação, e com indicativo de greve, na praça da República, às 15 horas
►Dia 8 de março: Dia Internacional da Mulher; conversas com professores e comunidade escolar
Batalha Judicial
Como é do conhecimento de todos, a APEOESP ingressou com ação judicial para que, na lista de classificação para a atribuição de aulas, os professores “categoria O” fossem deslocados para o final, após os professores “F” e “L”, que já pertencem à rede.
Obtivemos a liminar, mas o próprio secretário da Educação orientou as diretorias de ensino a desrespeitá-la.
No dia 12 de fevereiro, às vésperas do Carnaval, obtivemos a informação de que a liminar havia sido cassada no dia 11. Até o momento, entretanto, a decisão não foi oficialmente comunicada ao próprio juiz que deferiu a liminar a nosso favor. Novamente, ingressamos com recurso, do qual aguardamos a decisão.
Devemos denunciar a gravidade do que vem ocorrendo no Estado de São Paulo. Enquanto o nosso sindicato age de acordo com as normas regimentais do Tribunal de Justiça, o governo tem acesso direto ao presidente do TJ.SALÁRIO, EMPREGO, CARREIRA, SIM! PROVINHA E PROVÃO, NÃO!

Os eixos centrais, que unificam todos os professores (efetivos, estáveis, temporários, readaptados e aposentados) são:
►Por reajuste salarial imediato de 34,3%


►Pela incorporação das gratificações e extensão aos aposentados


►Por um plano de carreira justo


►Pela garantia de emprego


►Contra as avaliações excludentes (provão dos ACTs/avaliação de mérito)


►Pela revogação das leis 1093,1094,1097


►Concurso público de caráter classificatório




Fonte: Oposição Alternativa Litorqal Sul

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Ato Praça da República - 05.02.2010 (16:00)


Professoras e Professores!

Nossa luta não conseguiu impedir que o governo aplicasse as provas para “punir” nossa categoria. Mas não é tarde demais como alguns andam dizendo!!!. Temos que construir uma ação unificada para conseguirmos derrubar essas avaliações e todo esse emaranhado de leis impostas por Paulo Renato e José Serra.Não vamos aceitar que esse, ou qualquer outro governo, invente essa história de avaliação de desempenho para culpar os professores pela crise da escola pública no estado mais rico do país. Pois, a crise da educação em São Paulo é produto de uma política consciente de sucessivos governos tucanos, de uma política de banditismo social contra a educação, com salas de aula superlotadas, aprovação automática, salários miseráveis, jornadas de trabalho estafantes, autoritarismo nas escolas, etc.

Exigimos o atendimento imediato de nossas reivindicações salariais e educacionais; somente com melhores salários, fim da aprovação automática, redução da jornada de trabalho e do número de alunos por sala e mais verbas para a educação será possível, de fato, melhorar a qualidade do ensino oferecido aos nossos jovens e crianças.Temos certeza que todos os professores têm condições de serem aprovados em qualquer prova, desde que tenham tempo para se prepararem, o que não foi o caso dessa prova devido à bibliografia extensa, insana e irresponsável. Convidamos todos os professores e professoras a lotar a Praça da República, nesse dia 5 de fevereiro (16:00) para demonstrar toda nossa insatisfação.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Por uma atribuição de aulas justa! - Ato dia 05.02

Dia 5, atos públicos em todo o Estado nas Diretorias de Ensino; na Capital e Grande São Paulo, na Praça da República, às 16 horas
Em plenária realizada com as subsedes no sábado, 30 de janeiro, a Diretoria Estadual Colegiada deliberou pela realização de atos públicos, em todo o Estado, em frente às Diretorias de Ensino na próxima sexta-feira, 5, para garantir que a atribuição de aulas aos professores temporários seja justa e que se garanta que os professores com licenciatura plena tenham atribuição de aulas antes de estudantes e tecnólogos, como determinam a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) e a LC 444/85 (Estatuto do Magistério).
Na Capital e Grande São Paulo, o ato público será unificado e em frente à Secretaria Estadual de Educação, na Praça da República, às 16 horas. É importante a participação de um grande número de professores tanto no ato público da Capital quanto nos atos regionais nas Diretorias de Ensino. Portanto, as subsedes devem organizar panfletagem nos locais de realização da "prova por mérito" e nos locais de atribuição de aulas, além de avisar os Representantes de Escola e os professores que estão se sentindo prejudicados. Para a panfletagem, as subsedes devem reproduzir carta que segue em anexo e usar material específico, que já deve estar nas subsedes.
O secretário de Educação afirmou, em reunião com a diretoria da APEOESP, que os dirigentes de ensino deverão acatar todas as justificativas.
ATOS PÚBLICOS DIA 5
Interior: em frente às Diretorias de Ensino
Capital e Grande São Paulo: Praça da República,
16 horas
CONTRA AS AVALIAÇÕES EXCLUDENTES DA S.E.E. PELA GARANTIA DE EMPREGO E ATRIBUIÇÃO DE AULAS JUSTA - TODOS ÀS MOBILIZAÇÕES DO DIA 5/02
Iniciamos o ano mobilizados contra as medidas excludentes do governo estadual.
Em dezembro o governo realizou o provão dos ACTs, que excluiria milhares de professores do processo de atribuição de aulas.
Nossa mobilização assegurou, primeiro, que o tempo de serviço compusesse a pontuação de quem acertou entre 40% e 50% das questões da prova. Depois, garantimos o caráter classificatório do provão, pois todos os professores podem participar da atribuição, classificados em duas listas.
Também conseguimos que fossem incluídas na atribuição aulas de projetos e EJA, aulas de Educação Física e Educação Artística no 1º ano do ensino fundamental ministradas por professores habilitados na área. Conquistamos também a mudança da bibliografia para os concursos e futuras avaliações, pois denunciamos com clareza e contundência a sua inadequação, contendo até mesmo títulos esgotados e inacessíveis.
Hoje, está sendo realizada a chamada "prova de mérito", que atribui reajuste salarial apenas a até 20% dos professores, desde que aprovados, excluindo todos os demais. Nos próximos anos, isto tende a piorar, pois tudo depende de disponibilidades orçamentárias.
Assim, o governo ataca toda a categoria, de uma forma ou de outra. Diante disto, nossa união é fundamental.
Da maneira como a atribuição dos temporários está organizada pelo governo, há o risco de que tecnólogos, portadores de licenciatura curta, bacharéis e estudantes obtenham aulas antes dos professores habilitados. Não vamos permitir. Isto é ilegal, pois contraria o artigo 62 da LDB e dispositivos reguladores da própria atribuição.
Lutamos pela garantia de emprego a todos os professores, por reajuste salarial imediato de 27,5%, mais 6% de reposição das perdas de 2009, pela incorporação das gratificações com extensão aos aposentados. Lutamos pela possibilidade de todos os professores temporários poderem se efetivar através de concursos públicos periódicos. Queremos ensino público de qualidade e pelo reconhecimento social da nossa profissão.
Por isto, convocamos todos os professores, efetivos, estáveis, readaptados, temporários, de todas as "categorias" criadas pelo governo para tentar nos dividir, a participarem dos atos regionais que serão realizados no dia 5 de fevereiro, sexta-feira, às 16 horas, nas Diretorias Regionais de Ensino.
Também no dia 5/02, será realizado um ato reunindo os professores da Capital e Grande São Paulo às 16 horas na Praça da República, na mesma data, às 16 horas.
Somente juntos vamos conseguir ampliar nossas conquistas e impedir novos ataques.
Diretoria da APEOESP

sábado, 16 de janeiro de 2010

Mobilização em pleno recesso faz com que governo anuncie que provão terá caráter classificatório

Em pleno período de férias, os professores deram mais uma demonstração de força. Mais de 4 mil professores de todo o Estado tomaram a Praça da República na sexta-feira, 15, para participar de manifestação convocada pela APEOESP contra a avaliação excludente promovida pela Secretaria da Educação (o provão dos ACTs); devido ao grande número de professores, a manifestação transformou-se numa assembleia deliberativa.
Nossa mobilização fez com que o governo voltasse atrás e revisse sua posição com relação à prova dos ACTs e atribuição de aulas de EJA (Educação de Jovens e Adultos). A principal vitória: os professores serão classificados para o processo de atribuição de aulas com a nota da prova, tempo de serviço e títulos. Ou seja, todos os professores que prestaram a prova poderão participar do processo de atribuição de aulas, independente do seu desempenho.
Outras conquistas:
1) Caso Uninove: os professores que não conseguiram fazer a prova nos dias 13 e 20 na unidade Vila Maria da Uninove não serão demitidos, como anteriormente apontava o governo, mas participarão da atribuição; a classificação será por tempo de serviço e títulos.
2) Professores com justificativa para ausência: serão aceitas justificativas por motivo de doença, óbito na família e outros relevantes; não serão demitidos, como anteriormente apontava o governo, mas participarão da atribuição e terão a classificação por tempo de serviço e títulos.
Atenção subsedes: os professores nesta situação devem providenciar documentos comprobatórios e encaminhá-los às subsedes. Por sua vez, as subsedes deverão enviar a lista destes professores para o e-mail
presiden@apeoesp.org.br; além da lista, devem remeter os documentos à sede central aos cuidados de Roseli, secretária da presidenta, até o dia 22 de janeiro.
Conforme a Secretaria da Educação, os professores que realizarem a avaliação de “promoção por mérito”ou prestarem o concurso público estarão isentos dos futuros provões de ACT. É importante reafirmarmos nossa posição contrária à prova para a evolução funcional.
Durante a assembléia, os professores aprovaram a proposta apresentada pelo governo de a prova ter caráter classificatório, além da continuidade da luta pela revogação da Lei Complementar 1093/2009, e do boicote à prova para a “promoção por mérito”.
A diretoria da APEOESP se reunirá na próxima semana com o secretário da Educação. Caso as propostas apresentadas pelo governo não sejam contempladas em resolução a ser publicada na semana que vem, os professores deverão reunir-se em assembléia no próximo dia 29 de janeiro.
Atribuição de aulas
Também por conta da pressão da diretoria haverá reunião técnica entre a SEE e o Sindicato para discutir a Resolução de atribuição de aulas.
Conforme decisão favorável à ação civil pública impetrada pela APEOESP, os professores em estágio probatório poderão exercer o direito de utilizar-se do artigo 22, assim como professores que por outros motivos estavam impedidos de fazê-lo. Os professores que encontrarem problemas durante o processo de atribuição devem procurar o Jurídico da APEOESP.
Revogação da Resolução SE 48
Pressão da diretoria da APEOESP fez com que governo revogasse a Resolução SE 48. Conforme já havia sido manifestado pela presidenta da APEOESP desde novembro, o governo anunciou mudanças nas regras de atribuição de aulas para o EJA, que será por disciplina e não mais por áreas.
Obs: Não teremos o que comemorar se o acordo não for comtemplados em resolução. Lembre-se: esse governo tem tradição de não cumprir acordo com nossa categoria.