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domingo, 17 de março de 2013

DIA 19 DE ABRIL OS PROFESSORES ENTRAM EM GREVE


No mesmo dia 19 de abril, às 14 horas, assembleia naAvenida Paulista com caminhada até a Praça da República

Diante da intransigência do governo – que não atende as reivindicações da categoria – cerca de 5 mil professores presentes à assembleia estadual realizada na tarde de sexta-feira, 15, na Praça da Sé, em São Paulo, definiram que o magistério entrará em greve no dia 19 de abril e uma nova assembleia acontecerá na mesma data no vão livre do Masp (avenida Pau­lista) para decidir a continuidade do mo­vimento. Em seguida será realizada uma passeata até a Praça da República.
Conforme já informamos no APEO­ESP Urgente nº 13, a diretoria da APEOESP reuniu-se com o secretário da Educação no dia 12 de março. A entidade cobrou a constituição da comissão paritária para discussão do reajuste salarial, conforme determina a lei complementar 1143/11, reajuste sa­larial de 36,74% e a recomposição do reajuste previsto para 2012 (10,2%), do qual apenas uma parte foi efetiva­mente pago, uma vez que no índice concedido estava embutida a terceira parcela de incorporação da GAM, de 5%; além da implementação da jornada do piso; solução para a situação precária da chamada categoria “O”, no que diz respeito à forma de contratação, direi­tos e condições de trabalho; pelo fim da remoção ex-officio nas escolas de tempo integral e o pagamento da GPDI a todos os professores que optarem pela jornada integral. O governo não respondeu a nenhuma reivindicação.
Para completar, o Governo do Estado pretende privatizar o Hospital do Servidor Público Estadual. Nosso posicionamento contra a privatização é claro. Estão sendo enviadas para as regi­ões adesivos contra a privatização, bem como cartazes a serem afixados nas escolas e locais de grande visibilidade.
A luta por reajuste salarial, contra a precarização do trabalho, contra priva­tização do HSPE e outros setores do IAMSPE, por melhores condições de trabalho e outras reivindicações unificam os interesses de todo o funcionalismo estadual. Por isto, a APEOESP, por meio do Fórum do Funcionalismo da CUT/SP, está se articulando com outras entidades de servidores estaduais. Também já ini­ciou articulação com as demais entidades da educação para exigir do Governo que realize negociações. Conforme decisão da assembleia, a APEOESP proporá um ato unificado de todo o funcionalismo no dia 19 de abril. Os servidores da saúde já decidiram pela greve a partir de 1º de abril. Outras categorias poderão entrar em greve.
No período de 25 de março a 05 de abril realizaremos a III Caravana da Educação, que percorrerá diversas regiões do Estado. As subsedes serão contatadas a partir de segunda-feira para organizarem suas atividades. Uma carta aberta aos professores e à população será remetida às subsedes na próxima semana para ser amplamente distribuí­da. Também seguirá na próxima sema­na o cartaz que convoca a assembleia de 19 de abril.

Os professores paulistas entram em greve por:
  • Reposição salarial de 36,74% e complementação do reajuste refe­rente a 2012;
  • Pelo cumprimento da lei do piso: no mínimo 33% da jornada de tra­balho para atividades de formação e preparação de aulas;
  • Dignidade na contratação, condi­ções de trabalho e atendimento no IAMSPE para os professores da categoria O;
  • Fim da remoção ex-officio e da de­signação de professores das Escolas de Tempo Integral;
  • Regime de dedicação exclusiva para todos, por opção de cada professor(a);
  • Melhores condições de trabalho e políticas de prevenção do adoeci­mento dos professores;
  • Fim da lei das faltas médicas;
  • Fim dos descontos de faltas e licen­ças médicas para efeito de aposen­tadoria especial;
  • Fim das provinhas e avaliações ex­cludentes;
  • Por um plano de carreira que atenda às necessidades do magistério.
  • Não à privatização do Hospital do Servidor Público Estadual e do IAMSPE.

Fonte: APEOESP

sábado, 27 de março de 2010

Apeoesp: Autoritarismo e prepotência do Serra não vão nos calar

Foto: UOL
por Conceição Lemes
A manifestação dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo realizada nessa sexta-feira, perto do Palácio dos Bandeirantes, deixou pelo menos 16 feridos. Lideranças da categoria se reuniram com representantes do governador José Serra (PSDB), mas não houve acordo. Em assembleia, os docentes decidiam manter a greve, iniciada há 20 dias.
“Infelizmente, a manifestação não foi tranquila como queríamos”, comenta a leitora Ana na entrevista que publicamos
aqui com o secretário-geral da Apeoesp. “A truculência comeu solta. Teve muita gente machucada. Foi horrível, simplesmente horrível. E ao assistir a alguns jornais televisivos nos mostraram como delinquentes.”
“Chegar lá foi uma luta”, acrescenta a professora Maria Inês, que veio do interior. “Além de o Palácio dos Bandeirantes ser longe, enfrentamos barreiras na estrada.”
Ônibus de professores que tentavam chegar à capital foram, de fato, barrados em bloqueios policiais. “O pessoal da sub-sede de Mogi das Cruzes nos ligou”, revela Paulo Cavalcanti, funcionário da Apeosp. “A Polícia Militar não queria deixar os ônibus com os professores sair de lá.”
Cavalaria, Tropa de Choque e Força Tática da Polícia Militar foram também mobilizadas para impedir que os professores chegassem aos portões do Palácio dos Bandeirantes. Quando alguns tentaram avançar, a PM reprimiu com jatos de spray de pimenta, bombas de gás lacrimogêneo, balas de borracha e cassetetes.
“Foi horroroso. Os policiais vieram com muita violência. Foi bomba para todo lado”, lamenta o professor Carlos Ramiro de Castro, vice-presidente da CUT, ferido na testa com estilhaços de bombas, quando tentava negociar com os policiais. Já os professores Severino Honorato da Silva e Luis Cláudio de Lima foram atingidos por bala de borracha.
“Foram muitas bombas e estava difícil respirar por causa das bombas de gás lacrimogêneo. A passeata só andou um quarteirão. Estávamos distante do Palácio dos Bandeirantes. Tentamos negociar com a Tropa de Choque, mas foi muita violência”, revolta-se a deputada estadual Maria Lúcia Prandi (PT), presidente da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de São Paulo, que é professora aposentada. “Uma violência gratuita contra os professores.”
Maria Lúcia e outros parlamentares de oposição acompanharam os professores na tentativa de negociação com o governo do estado. A reunião durou cerca de uma hora e não houve negociação. “É um absurdo chamar os professores para dizer que não existe diálogo”, indigna-se Maria Lúcia. “Essa tentativa de negociação foi uma farsa. Como pode isso?!”

Foto: UOL

“ANTES QUE O SERRA SUGUE O NOSSO SANGUE, VAMOS DOÁ-LO A QUEM PRECISA”
No final da noite a Apeoesp divulgou esta nota, pedindo negociação já.
Os lamentáveis acontecimentos de hoje nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, onde a truculenta polícia de José Serra deixou vários professores feridos, não vão calar a voz do magistério paulista em busca do atendimento de suas legítimas reivindicações salariais, profissionais e educacionais.
A proposta do governo, transmitida a uma comissão de 10 dirigentes da APEOESP e demais entidades do magistério pelos secretários adjuntos da Casa Civil e da Educação, de que devemos encerrar a greve para haver possibilidade de negociação é uma verdadeira afronta ao nosso movimento. O governo, agora apoiado na selvageria da tropa de choque, nunca se dispôs a negociar e mantêm a postura arrogante, apesar da greve generalizada em todas as regiões do estado. Onde está o governador, lá está a polícia batendo nos professores.
Por isto a nossa greve vai se intensificar e nova assembleia será realizada no dia 31 de março, às 14 horas, no vão livre do MASP, na Avenida Paulista.
No próprio dia 31 de março, participaremos do “bota fora” de Serra, às 12 horas, na Praça do Patriarca, promovido pelas entidades do funcionalismo e outras entidades. Na véspera, os professores doarão sangue a hospitais e bancos de sangue em todo o estado, sob o lema “Antes que Serra sugue o nosso sangue, vamos doá-lo a quem precisa”.
Bombas, truculência, ameaças e afrontas não nos intimidarão. Temos reivindicações e queremos negociação. Não nos ajoelharemos e não nos curvaremos à vontade deste governo. A greve continua!

Foto: Robson Martins

Obs: foi inserido fotos adicionais (UOL) na matéria original

sexta-feira, 5 de março de 2010

Professores entram em greve em São Paulo na 2ª


Por: Suzana Vier, Rede Brasil Atual

Professores lutam por reajuste salarial e estruturação da carreira (Foto: Danilo Verpa/Folha Imagem)
São Paulo - Cerca de 10 mil professores da rede pública de ensino de São Paulo decidiram em assembleia, nesta sexta-feira (5), entrar em greve por tempo indeterminado. Os professores reivindicam reajuste salarial de 34,3%, suspensão da avaliação de mérito e das provas dos ACTs, concurso público, carreira justa e uma política de educação para o estado.
De acordo com a presidente da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo), Maria Izabel Azevedo Noronha, a deflagração da greve foi inevitável diante das condições do ensino no estado. "Todo o estado está unido nesta decisão de greve. O descontentamento é geral diante da falta de uma política de educação que contemple salários dignos, uma carreira estruturada e condições de trabalho", disse.
Para a professora Geni Xavier, de Ribeirão Pires, a decisão pela greve reflete anos de insatisfações. "Os professores vêm acumulando problemas e sofrendo desrespeito há muitos anos", destaca. "A insatisfação não é só dos professores, pais e alunos também não aguentam mais", afirma.
Silvia Maria Ribeiro Moleiro, agente de organização escolar de Votuporanga, há 29 anos no ensino público, faz coro com a colega de Ribeirão Pires. "Meu salário-base é de R$ 665,00 e o vale-refeição é de R$ 4,00. Não sei o que ele [governador] quer, tratando educadores com desrespeito?", questiona.
Carmen Urquiza, docente de Marília, informou que já nesta sexta, 80% das escolas estavam paradas para uma passeata pela cidade. "Ninguém aguenta mais. É um ataque em cima do outro", lamenta. Em 24 anos de docência, ela pondera que "nunca foi tão ruim a situação da educação pública", principalmente depois da progressão automática dos alunos.
Abandono
Para Marcelo Pereira de Souza, professor de São Paulo, o objetivo do governo estadual é terceirizar ou privatizar a educação. "O governo não negocia, não quer vínculo com o professor. Quer terceirizar a educação", acredita. "Eles nos tratam como vagabundos. Só quem está na educação sabe o que acontece", lamenta.
Carlos Ramiro de Castro, vice-presidente da CUT-SP e diretor da Apeoesp, segue no mesmo sentido. "Há 16 anos o governo de São Paulo vem sucateando o serviço público para entregá-lo à gestão de Organizações Sociais e para a iniciativa privada, como fez com a saúde", analisa. "É uma política deliberada de abandono".
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Isaura Deolinda Camargo D´Antonio, diretora de escola de Votuporanga, chegou para a assembleia decidida a votar por greve. "Discutimos em nossa cidade e nosso voto é pela greve de professores e funcionários", cita. "Temos 2 mil alunos, faltam funcionários, as salas estão superlotadas, falta material didático, desmontaram a biblioteca, acabaram com a sala de informática", descreve.
"O pior é ouvir o governador dizer que está tudo ótimo. Essa história de dois professores de sala de aula, só existe em uma ou outra escola. Não é a realidade da rede", denuncia Isaura.
Alexandre Tardelli Genesi, de Sorocaba, se disse revoltado com a propaganda do governo estadual sobre as escolas públicas e pede que o governador visite as escolas. "Gostaria que ele visitasse a gente. Não mandasse um marqueteiro para compor uma farsa", condena.
Nova assembleia está marcada para o dia 12, no vão do Masp, na avenida Paulista, com concentração às 14 horas.
Veja todas as reivindicações dos professores:
reajuste imediato de 34,3%;
incorporação de todas as gratificações e extensão aos aposentados, sem parcelamento;
contra o provão dos ACTs;
contra a avaliação de mérito;
pela revogação das leis 1093, 1094, 1097;
por um plano de carreira justo;
concurso público de caráter classificatório.

Fonte:http://www.redebrasilatual.com.br/temas/educacao/professores-entram-em-greve-em-sao-paulo

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Assembleia de Professores 01.12.08


Professoras e Professores, ontem (01/12) ocorreu audiência da APEOESP com o secretário de educação Paulo Renato. Estiveram representando a APEOESP a Bebel, o Fábio e Douglas e pela Oposição Alternativa estiveram na audiência Silvio e João Zafalão.

Pauta:
1. Provinha dos OFA´s - Foi apresentado pela APEOESP a exigência de que o governo cumprisse o acordo firmado no TRT em 2008, de que a prova fosse classificatória, e que o governo mudasse o edital da prova, pelo absurdo que representa. O secretário afirmou que manterá o edital da forma que está e após muito debate, eles pediram para suspender a reunião e debater sobre nossa reivindicação de que fosse classificatório.
Após o intervalo, o secretário e sua equipe voltaram e fizeram a seguinte alteração:
1) QUE PUBLICARÃO UM ATABELA DE PONTUAÇÃO PARA OS PROFESSORES OFAS, DE ACORDO COM SEU TEMPO DE SERVIÇO, SENDO QUE A PONTUAÇÃO MÁXIMA SERÁ DE 20% DA NOTA NECESSÁRIA PARA A APROVAÇÃO. COMO A PROVA VALE 80 PONTOS E O CORTE É DE 40 PONTOS, ESSA CLASSIFICAÇÃO DEVE SER DE 1 A 8 PONTOS, SENDO QUE PROFESSOR(A) QUE NÃO OBTIVER 40, MAS COM A SOMA DO TEMPO DE SERVIÇO ATINGIR OS 40 PONTOS, SERÁ CONSIDERADO CLASSIFICADO, OU SEJA, MANTÉM O CARÁTER ELIMINATÓRIO, PORÉM DIMINUI O CORTE, PODENDO O PROFESSOR(A) SER APROVADO(A) CASO TIRE NOTA MENOR DE 40, DESDE QUE A PONTUAÇÃO DO TEMPO DE SERVIÇO SOMADO A PROVA ATINGA 40 PONTOS. SEGUNDO O SECRETÁRIO A TABELA DE PONTOS DOS OFA´S SAI ATÉ QUINTA-FEIRA (03/12).
2) Professores readaptados devem fazer a prova, segundo o governo, e em caso de ausência por doença, o governo discutirá caso a caso. Casos extremos devem ser informados antes da prova, para informarmos a secretaria (doenças terminais, internações e etc).

2. RESOLUÇÃO 48 - atribuiçaõ do EJA 2010 - pela resolução 48 o EJA em 2010 teria atribuição por área e não por disciplina. Durante a reunião o secretário se comprometeu em manter a atribuição do EJA por discplinas e disse que ainda essa semana vai alterar a resolução 48, garantindo a atribição por disciplina e não por área. Temos que aguardar e ver se o governo cumpre esse compromisso.

3. Atribuição dos Efetivos - O secretário se comprometeu em informar até quinta-feira (03/12) à APEOESP, repassando antes da publicação a minuta de atribuição de aula 2010. Foi afirmado que os PD, turmas de treinamento e demais projetos da pasta poderiam, a priori, fazer parte da jornada do efetivos, porém apenas na quinta darão confirmação de quais projetos poderão compor a jornada.

4. Remoção- este ano a remoção será pela jornada de exercício ou maior e antes da efetivação em 2011, ocorrerá nova remoção e nessa será permitida remoção por jornada de 12h. Dizem que não podem fazer isso este ano, pois a nova jornada de 12h e 40h só entrará em vigor em 2010.

Estes foram os temas mais importantes tratados na reunião. Devido a correria da eleição, vai este relatório emergencialmente e depois fazemos um mais detalhado, após a publicação da tabela de pontos dos OFA´s e da minuta de atribuição. Qualquer dúvida entrem em contato.

João Zafalão