

Quando se fala no caso do Mumia (nome que é referência aos que
lutavam contra o domínio inglês no Quênia), muitas vezes se fala de discriminação. O problema é que isso costuma esconder o principal: Mumia e @s Panteras Negras entendiam a questão do racismo como parte da dinâmica de opressão e de exploração que é a essência do sistema capitalista. El@s não lutavam por uma liberdade e uma
igualdade falsas, por uma tolerância hipócrita em relação às diferenças dos tons de pele. El@s não queriam ficar nas mesmas condições gozadas pelos brancos nessa sociedade – seja na de brancos opressores, seja na de brancos oprimidos -; não queriam ser escravos do capital sob condições mais amenas: el@s queriam acabar com o capitalismo, e com toda forma de opressão e de discriminação.


Foi isso que tornou Mumia e @s demais Panteras tão perigosos. E foi esse tipo de ousadia que deveria ser punido de modo exemplar.
Ontem, a pena de Mumia Abu-Jamal foi trocada de pena capital para prisão perpétua, resultado de muitas batalhas. Não há motivo para comemoração, e sim para reafirmar o grito: libertem Mumia Abu-Jamal! E viva a luta negra revolucionária!
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